segunda-feira, 30 de abril de 2012

8o. e 9o. Dias - Cusco

Por Cleber,

Os dois dias em Cusco foram exaustivos. Na quinta-feira saímos cedo do hotel para um tour no Vale Sagrado, localizado nas pequenas vilas ao rededor de Cusco. Na sexta, fomos a Machu Picchu.

Para o Vale Sagrado, fomos todos num ônibus, na companhia de um guia extremamente falante. Antes propriamente de chegarmos ao parque arqueológico, pausa para compras nos mercados de artesanatos. Os peruanos sáo exímios artesáos. Exageram na combinaçao das cores.

As vestimentas das mulheres sáo uma atraçao a parte. Todas carregam longas tranças, unidas no final e usam chapéus estranhos, sem falar nas roupas ultracoloridas. Praticamente só as mulheres trabalham no mercado de artesanato. Crianças sáo envolvidas numa espécie de manta e váo amarradas nas costas das máes.

Por falar em compras, nunca aceite o primeiro preço pedido pelos peruanos. É incrìvel como eles gostam de pechinchar. Se você demonstrar desinteresse, insistem para fazer uma oferta. Creio que todos fizeram boas compras. Além de roupas de frio feitas com fio de alpaca, as bijouterias sáo lindìssimas.

O Vale Sagrado e Machu Picchu sáo lugares indescritìveis. O lugar por si só já é fascinante. Fica ainda mais interessante quando se conhece um pouco da história dos Incas. Engenharia, Arquitetura, Religiáo, Astrologia e Agricultura dáo os tons desses lugares totalmente místicos.

As fotografias falam por si. Independentemente do que realmente tenha movido os Incas, as obras deles sáo monumentais e dignas de muita admiraçáo e elogios.

Agora, cabe aqui uma impressáo pessoal. Quem desejar visitar Machu Picchu tem que ter muita, mas muita disposiçáo mesmo. A logìstica è bastante cansativa. Na sexta, para irmos a Machu Picchu, tivemos que estar prontos às 03:30 h da madrugada para pegarmos uma van, para nos levar ao trem, para entáo pegar outro ônibus que nos levasse a mais de 3.500 metros de altura e dar início a uma longa caminhada.

Do trem se vë as cordilheiras cobertas de gelo e toda a viagem è feita à margem de um rio, porém a volta é extremamente cansativa. Em resumo, fomos chegar no hotel por volta das 23:00 horas.

Muitas crianças trabalham como vendedores ambulantes e sáo extremamente insistentes. Se disser que é brasileiro, logo vem o mantra: Brasil, capital Brasilìa, ex-presidente Lula, Presidenta Dilma, Neymar, Ganso, Pelé... compra amigo, compra amigo, compra amigo de Brasil.... no começo chega a ser engraçado, mas em instantes ninguém mais aguenta essa ladainha.... rsrsrs...

No tour para Machu Picchu, nossa turma foi intitulada pela agëncia de Famìlia Guerra.... o Capitáo Nascimento deu lugar ao Papito Guerra.... Foi muito cansativo, mas a turma riu, comeu e bebeu bastante....

Amanhá tem mais.

Fotos em frente ao nosso hotel

Os casais no onibus: Edson (fotografo) e Eliane, Cleber e Lu, Fábio e Kim. Jota e Prefeito foram para o fundao

As Peruanas e seus filhos

Meninas nas compras

Vista de Cusco

Vale Sagrado: Terras super produtivas nas maos de eximios produtores (Incas)





Cemitério Inca (os buraquinhos na montanha)


Como eles conseguiam produzir alimentos nas montanhas


Mais uma das cidades do Vale Sagrado

Kim comprando

Segundo dia ainda de madrugada na estacao rumo a Macchu Puchu
Olha a turminha aí


No interior do trem. Servico de aviao

A Família Guerra sendo recepcionada em Aguas Calientes


A estrada para Macchu Puchu

E Macchu Pichu

Vista a partir da cidade sagrada

O Kim comprou mais um cartao de memoria e está filmando tudo.



Na hora da chuva nos utilizamos da tecnologia Inca.

A estrada vista de cima. Dizem que até hoje nao caiu nenhum onibus.

No final do passeio, almoco para comemorar

As meninas foram de Pisco

E o Prefeito de Internet, só para variar

O Fábio estava insuportável. O Kim o presenteou com 3 vales PUM

No final nao aguentou

O Jota e o prefeito também nao














       

sábado, 28 de abril de 2012

7o. Dia - Puerto Maldonado a Cusco

Por Edson,

Alvorada as 4:30 da manha. Isto aqui tá parecendo exército.
Saímos sem cafè na manha da confusa Puerto Maldonado. Eu nao conheco, mas o Fábio Guerra disse que o transito é semelhante ao da India. Nao há muitas regras a nao ser a lei da buzina.
Pegamos novamente a Carretera do Pacìfico e ela continuou perfeita. Floresta Amazonica por todos os lados e de vez em quando um vilarejo que vai se formando ao lado da rodovia, muito pobres, parecido com os nossos acampamentos de sem terra.
Depois de uns 150 km começa a transiçao da Floresta Amazonica para a Cordilheira dos Andes. É uma transicao longa. No inicio uma serra, a Serra de Santa Cruz, onde as curvas sao desafio até para motos. Cotovelos onde nao se pode descuidar e a vontade é de ficar olhando a paisagem. De vez em quando precisamos frear forte para não sair pela tangente.
A regiao é muito bonita. Vale o passeio se fosse apenas para andar nesta rodovia e apreciar a paisagem. O problema é que comecou chover e chover forte. Nao pudemos ver tudo e nem fotografar. Alias essa turminha nao para nem para fotos. Nao sei se estao percebendo, mas as poucas fotos eu estou tirando em movimento. Vou pilotando com uma mao e fotografando, quando dá, com a outra.
A temperatura foi baixando rapidamente. Dos 30 graus de Puerto Maldonado para 17 graus quando a Cordilheira dos Andes comecou mostrar sua cara. Paramos para trocar as roupas de verao por frio intenso. A partir deste ponto, a medida que iamos subindo a temperatura foi baixando rapidamente e quando estávamos as 4.500 metros de altitude os termometros das motos apontou 1,5 graus. Eu fui muito bem equipado. Levei atè protetores para as maos. Aqueles que se encaixa no guidao da moto e enfiamos a mao dentro. Quando comecei a montar, comecaram as piadinhas. Lá em cima da cordilheira fiquei de propósito para traz para ver a reacao da moçada. O Kim, que estava imediatamente a minha frente, comecou a bater os pés nas pedaleiras tentando fazer que eles nao congelassem. O Cleber ia revesando as maos no escapamento da moto. O Fábio Guerra ficou durinho em cima da moto. Nas curvas parecia um caminhao manobrando. Se ele deitasse a moto provavelmente cairia.  O Prefeito e o Jotinha nao vi, pois estavam tao lentos (congelados) que eu passei e só vi eles quando estavamos chegando em Cusco.
Tirando os primeiro 150 km, os outros 350 km sao só de curvas. Algumas de alta, mas a maioria de baixissima velocidade. O último trecho para chegar em Cusco a descida é de mais de 1.000 metros num caracol doido onde os safados dos contrutores da rodovia economizaram grades de protecao. Eu que tenho medo de altura desci com frio na barriga, pernas, saco e tudo mais. Todo motociclista gosta de curvas, mas assim é demais. Chegamos bem exaustos. A Eliane e a Lussandra (Minha esposa e a noiva do Cleber) que viaram de aviao, já nos aguardavam no Hotel e depois de um banho quente, saimos para conhecer a cidade.
Abracos

Preparando para saida.

Deixando Puerto Maldonado

Na Carretera do Pacìfico, novamente.



Comecando a regiao de serras


Esta é o tipo de placa de sinalizacao que mais se ve nesta parte da rodovia


Se ouvir um buzinon, sai fora que lá vem um caminhon
 Cidades tìpicas nesta região do Peru


Típica peruana
Parada para almocar.

Almoco apenas para os corajosos.




 Ufa...

 A noite já com as patroas
 Gastronomia peruana. Maravilhosa




sexta-feira, 27 de abril de 2012

6o. Dia - Rio Branco a Puerto Maldonado

Por Edson,

Muita expectativa para este dia. Fazer a Aduana Peruana era, segundo muitos, tarefa que exigia paciencia. Mas nada como ver com os proprios olhos.
Saìdo de Rio Branco as 5:30 da manha.
No inìcio da viagem um nevoeiro muito forte nos acompanhou. Mesmo assim a temperatura era alta. Como é quente o norte do Brasil.
A rodovia que liga Rio Branco a Assis Brasil na divisa com o Peru já é a Estrada do Pacífico, mas aqui jà tem bastante buraco. Chegamos cedo na Aduana Brasileira e o tramite é muito simples. Nao mais que 10 minutos e já estamos liberados. Mais 2 km e chegamos na Aduana Peruana. Aqui comecou jà nossa simpatia ao povo Peruano. Fomos muito bem recebido, porém a papelada que exigem é de lascar. Tem que tirar cópia de vários documentos e preencher outros tantos. Para se ter nocao do tamanho do negócio, eles fazem outro documento para a moto, pois nao aceitam o Brasileiro. Tudo isso feito por apenas 1 funcionário, com idade avancada, pouca experiencia com computador e uma Internet muito lenta. A simpatia do senhor em questao e sua humildade em aceitar ajuda adiantou o expediente e umas 2 horas depois estávamos liberados.
Abastecemos no primeito Grifo (posto) que encontramos e fomos para a tao sonhada TransOceanica.
Estrada perfeita cortando a selva amazonica. Os poucos que encontravamos pelo caminho eram pequenas motos e alguns caminhoes carregados com madeira.
A viagem aqui rendeu muito e chegamos em Puerto Maldonado bem cedo. Atravessamos a magnìfica Ponte sobre o Rio Madre de Dius e fomos para o Hotel onde finalmente pudemos tomar o café da manha/Almocar/Jantar, tudo de uma vez. Estamos fazendo muita economia com comida. Capitao Nascimento nao deixa ninguem comer.
A Internet no Hotel nao funcionou e atrasamos a postagem.
Abracos

Montando carga para mais um dia na estrada.

Saindo de Rio Branco

Nevoeiro na saida

Fazendas da Regiao. Terra boa e ausencia de pedras

Transporte escolar em Brasiléia e Epitaciolandia (Divisa com a Bolívia)

Estrada do Pacífico no Brasil

Chegada na Aduana Brasileira em Assis Brasil

Primeira visao de Inapari e os Tuk-Tuk


Fazendo as papeladas na Aduana Peruana

A distancia que estavamos de nossa capital

Do outro lado da Placa, o que faltava para rodar



O prefeito nao aguentou o calor na aduana peruana e arreou as calcas

Primeiro abastecimento num posto (Grifo) peruano

E a frentista trabalhando

Pontes na rodovia. Vàrias. Quebra molas = 106.

Vista da rodovia. Selva Amazonica dos lados.

O que encontrávamos: Motos pequenas e capacete pra que?

Olha o tamanho das toras.

Finalmente a Ponte sobre o Rio Madre de Dius
Já no hotel, refrescando

A tarefa de todo dia: Lavar roupa
Fomos passear nos Tuk-Tuk

Nosso Hotel em Puerto Maldonado

 Olha como andam de moto pela cidade

Casa de Cambio típica

City tour pela cidade


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