sábado, 31 de dezembro de 2011

Brasil Central - 5o. e 6o. dias

Depois das cervejas de ontem e uma noite bem dormida, estamos novos de novo.
Primeiro passeio, por sugestão de nossos vizinhos que passaram por aqui a semana passada (Familia Vendramini), fomos visitar o museu Rodas do Tempo. Muito legal. É um museu particular de um professor universitário de Brasilia apaixonado pelas duas rodas. Dizem que tudo começou quando ele ganhou um patinete de madeira, ainda criança. Todas as bicicletas que comprou, de pedal ou motorizada, e as motos estão no museu. Ou seja, diferente de nós, ele nunca vendeu nada. Conhecemos lá o Jurandir que é o mecanico/restaurador. Gente boa, praticamente um artista que recupera as motos de forma artesanal.
Conhecemos também o museu do Divino e as histórias das festas famosas da cidade, incluíndo as belíssimas Cavalhadas.
Pirenópolis é uma cidade de mais de 200 anos e surpreendente. Charmosa, simpática com ruas de pedra e casas seculares que são conservadas na forma original. É também o paraíso das mulheres que gostam de lojinhas, artesanatos e outras coisinhas. Para quem gosta de comer bem, o passeio a cidade é imperdível. Comida boa e bem servida. Não podemos esquecer de mencionar a simpatia dos moradores daqui que fazem questão de dizer bom dia, boa tarde, ajudar e sorrir de forma espontânea.
Resumindo, gostamos demais, recomendamos e provavelmente será destino de outros passeios.
Hoje, véspera de ano novo, fizemos reserva no restaurante Encontro Marcado para comemorar a virada de ano. Vai ser o primeiro ano que vamos fazer a virada sozinhos, sem nossos filhos e familiares.
Filhinhos, beijos, amamos vocês...Feliz ano novo.
Feliz ano novo a todos nossos amigos

 Na entrada do museu.

 A primeira bicicleta que se tem notícia. Francesa, sem pedal e só andava em linha reta.

A pimeira bicicleta motorizada do dono do museu.

A Eliane andava nesta romizeta quando mocinha.

E eu nessa Harley.

Esta Amazonas nem é tão velha assim.

O Jurandir e a fila de motos para restauração.

Em Pirenópolis tem muitas morenas bonitas.

Eu não resisti.

Brasil Central - 4o. dia

Fazenda x Goias Velho x Pirenopolis

"Subindo morros, tirando pedras e plantando flores". Cora Coralina

Hoje foi o bicho. Foi Punk......foi Hard.
Segundo a Eliane, o ponto alto da viagem onde concluiu que eu mereco a melhor moto mundo tamanha a forca, coragem e destreza para chegar ao destino final. Estas palavras sao dela. Eu nem queria escrever isso, mas ela insistiu. 
Na verdade a Eliane ficou muito agradecida por eu nao ter
derrubado ela na lama.

Entao vamos aos fatos.
Saimos cedo da fazenda como de costume. Para andar de moto nao temos preguiça.
No dia anterior choveu um pouco e andamos pelo primeiro trecho de terra com cuidado e tranquilo. Abatecemos em Aragarcas e seguimos embaixo de muita chuva ate Jussara. Não molhamos nada, pois estavamos com nossas capas de chuva "importadas", compradas em nossa última viagem internacioal (sacoleiros do Paraguai). A partir dai parou de chover, mas a rodovia ja nao estava no mesmo padrao com pequenos buracos que exigiam atencao.
Chegamos na cidade de Goias pouco depois do meio-dia e fomos matar a fome no restaurante Flor de Ipe.
Comida caseira muito boa. O problema é que resolvi desafiar a simpática proprietária do estabelecimento que me recomendou que pegasse apenas o molho do Pequi. Pequei logo um caroção. Pensei: Se os goianos podem comer Pequi por não eu? Ia tudo bem até que um erro de cálculo fez eu morder o caroço. Pense num porco espinho assustado. Assim ficou minha lingua, cheia de espinhos.Fiz de conta que não foi nada e não reclamei, mas tá dolorido até agora.
Goias Velha como é mais conhecida por aqui é muito simpática. Foi a primeira capital do estado e faz parte das cidades históricas de Goias que tem também Pirenópolis, Corumbá de Goias e Jaragua. Visitamos a casa de Cora Coralina e conhecemos mais um pouco de sua bonita história. Encontramos também um casal de amigos de Rio Preto...mundo pequeno.
Seguimos para Pirenópolis o destino do dia e aí começa a aventura. Viemos sem GPS e sem Mapa. A cada um que perguntavamos sobre o melhor caminho, uma resposta diferente. Resolvemos confiar na informação de um policial rodoviário, mas acho que ele deve estar rindo até agora.
Em certa altura pegamos a famosa BR-070. A informação é que a cabeceira das pontes não estavam asfaltadas. Só não falaram que pra eles "cabeceira" são 4 km antes e 4 km depois das pontes. Como tinha chovido muito por aqui, ia a 2km/hora na descida e a 3 km/hora na subida. Viagem que não acabava nunca. A moto ameaçava sair de frente, de traseira e não podia fazer muita coisa a não ser segurar firme e torcer.
Mas como não há nada tão ruim que não pode ser piorado, avistamos de longe o que parecia ser uma rodovia e festejamos. Chegando perto vimos que era a ferrovia que está sendo construída ligando o norte a Estrela d´oeste em SP. Tínhamos que andar um tanto ao lado dela. O movimento de caminhões e máquinas transformou a passagem em lama. Seguimos firme, eu com os dois pés no chão para não deixar a moto escorregar e a Eliane, imagino, rezando. Até um certo ponto que ela resolveu descer e caminhar na lama, afundando sua bota que ela tinha plasificado para não sujar. Nesta altura já não sabia se a moto me levava ou se eu é que estava carregando ela. Depois de algum tempo vencemos a lama. Estava com 2 metros de lingua para fora. Pegamos chão firme e pudemos relaxar até chgar na BR-153. Ufa.
Chegamos em Pirenópolis no final da tarde e antes de procurar pousada, paramos num posto de gasolina para nos limpar/lavar.
Pirenópolis está super lotada e estava difícial até para encontrar lugar. Com ajuda do CAT - Centro de Informações ao Turista arrumamos lugar na Pousada Casagrande. Boa e póxima do burburinho.
Vamos ficar por aqui até domingo.

Rodovia MT-336 que liga a Fazenda a Barra do Garças

Cidade de Goias: Casa da Ponte de Cora Coralina.

Agora de frente. A Cora Coralina é a segunda, a que está na janela.

Rua da Cidade de Goias.

Aqui estava começando a aventura na rodovia BR-070

Veja que os trechos de terra é somente nas cabeceiras das pontes.

Chão preto: foi como encontrar um tesouro.

Desfazendo as malas na pousada.

A pousada.

E a rua (Aurora) onde ela fica.

Vista da cidade ao escurecer.

Olha nós esquecendo o sufoco do dia.


A rua dos restaurantes.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Brasil Central - 3o. dia


Fazenda Recanto da Serra

Hoje o dia foi de passeios pela fazenda. Estamos formando novas pastagens e reformando outras. A motoca ficou estacionada enquanto fomos conferir a gradagem e o lancamento das sementes.
Fazenda para nos (agora estou usando o tablet e nao sei colocar assentos) eh um negocio, mas que gostamos muito. Fazemos tudo com muito empenho sem medr esforcos.
Amanha seguiremos viagem.

Brasil Central - 2o. Dia

Fernandópolis x Fazenda Recanto da Serra (Barra do Garças)

Após ouvir as recomendações da mamãe: Cuidado, este trem (moto) é perigoso, vocês são loucos, vão de camionete....mãe é tudo igual, pegamos a estrada pouco antes das 7 horas da manhã.
Na verdade já estava acordado desde as 4 horas. Toda vez que viajo de moto é igual. Fico ansioso não vendo a hora de sair.
O dia estava ótimo para andar de moto. Nublado e fresco. Seguimos assim até Santa Fé do Sul quando um chuvisco nos fez parar para colocar as capas de chuva. Paramos novamente na ponte Rodo-Ferroviária que divide os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul só para fotos.
Em Cassilândia abastecimento e cafezinho no Posto Esplanada e mais para frente um paradinha para fotos na divisa de Mato Grosso do Sul e o estado de Goias.
Impressionante como o meu estado de espírito muda quando estou de moto. Faço este trajeto todo mês de camionete e nunca parei para apreciar uma paisagem. De moto paramos várias vezes. Outra coisa que muda é que de moto se percebe mais os detalhes. Tem uma frase que faz todo o sentido: "Quando viaja de carro você curte o meio ambiente. Quando viaja de moto você faz parte do meio ambiente".
Almoçamos bem cedo em Jataí no Posto Sucal e no começo da tarde estávamos atravessando a ponte sobre o Rio Araguaia que divide os estados de Goias e Mato Grosso.
Barra do Garças fica as margens dos rios Araguaia e Garças que se encontram logo após as pontes. É uma cidade muito gostosa. A economia está baseada na pecuária e a maioria das fazendas são de paulista.
Após umas comprinhas básicas (compras de moto é sempre básica) seguimos para a fazenda.
Tinha desenhado vários cenários na minha cabeça para o trecho de estrada de terra que iríamos pegar. O mais pessimista era estrada com muita lama e estava preparado para pilotar com muita cautela e fazer força.
A estrada estava melhor que o cenário mais otimista que tinha criado. Fazia 4 dias que não chovia e pude andar a 80/100 km/hora. Rodados 800 km, chegamos na Fazenda e depois de trocar as fantasias (sai roupa de motociclista, entra roupa de peão), saímos para uma caminhada pelos pastos e matas.
Amanhã ficaremos por aqui.

Saindo do estado de São Paulo

 Entrado no Mato Grosso do Sul


Rio Aporé - Divisa MS e GO

Rio Corrente. Este é um dos lugares que nunca tinha parado para apreciar esta beleza.

A prova que chegamos na fazenda de moto.

Tirando a capa de chuva. Céu de brigadeiro.

 Já na Fazenda com a Serra do Roncador ao fundo.

Caminhada para "esticar a canela".



Última cachoeira encontrada na Fazenda. É a oitava e a menor, mas muito perto de casa.

Apanhando Mangava.

A moto vai descansar, até depois de amanhã.

Brasil Central - 1o. Dia

Rio Preto x Fernandópolis

Ola,
Nesta semana de ressaca entre o natal e o ano novo resolvemos fazer um passeio do tipo mais arrojado.
Arrojado nem tanto pelas distâncias, mas muito pelos tipos de terrenos que iriamos passar e por viajarmos sozinhos, eu e a Eliane em uma moto. A meteorologia prevê muita chuva o que deve aumentar a dificuldade nas estradas de terra.
A ideia é sair de Rio preto e passar por Barra do Garças, Goias Velho, Pirenópolis voltando para Rio Preto depois de 7 dias.
Preparei a Moto e inclui algumas coisas que normalmente não levo quando viajo  em grupos: Kit para conserto de pneu (tipo macarrão), Talipan, Compressor de ar e algumas ferramentas básicas.

Neste primeiro dia foi tranquilo. Como não vamos passar a virada de ano com nossos familiares, resolvemos jantar com a família que está baseada na cidade de Fernandópolis.
Viagem tranquila apesar da pista em obras (duplicação). Nossos filhos, Dudu e Gabriela, foram de carro e voltariam para Rio Preto no dia seguinte.
Boa decisão. Jantar animado, muita risada, vinhos, cervejas e histórias.
Amanhã seguimos para Barra do Garças.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Projeto MP - Primeiro esboço

Final de ano é hora de planejar.
Planejar o regime, a academia, a vida e as viagens.
O projeto agora é experimentar a nova rodovia Interoceânica. Partiremos de Rio Preto e vamos seguir por Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco saindo do Brasil por Assis Brasil. A partir daí, vamos para Cuzco onde visitaremos Machu Picchu.
A idéia original era voltar pelo mesmo caminho, mas resolvemos esticar e visitar o Lago Titicaca em Puno, rumar para o Chile e revisitar San Pedro de Atacama voltando pelo Paso de Jama.
Serão 8.700 km em 17 dias de viagem programados para o período de 20 de abril até 06 de maio de 2012.
Brevemente mais informações: Roteiro detalhado, quem vai, como vai.
Abraços

domingo, 4 de dezembro de 2011

Salto Grande via São Carlos

Por Eliane e Edson;
E saímos pela estrada novamente.
A programação inicial era ir direto para Salto Grande, cidade que fica na margem paulista do Rio Paranapanema. Do outro lado já é o estado do Parana.
Mas fomos convidados para ir a São Carlos por nossos companheiros de aventura. Juntando que Salto Grande fica muito perto de Rio Preto (300 km) e gostaríamos de estar com nossos amigos, resolvemos tomar café com eles em São Carlos e depois rumar para o destino final. Aí sim, a viagem agora ficou com mais de 500 km.
Ótima decisão. Conhecemos o Casal Genaro/Andreia que tem moto igual a nossa ( BMW GS 1200) e também gostam de longas viagens. Do papo saiu a possibilidades deles entrarem no projeto Peru 2012.
Em São Carlos tomamos o famoso café colonial do Armazém de Maria. Depois seguimos viagem solo para Salto Grande pegando a estrada sentido Bauru/Ourinhos. Ótimas estradas (pena que moto paga pedágio em parte dela), novas paisagens. Chegamos as 14 horas e nos hospedamos na Colonia Salto Grande, uma pousada muito simpática que atende os funcionários da Caixa Federal.
A cidade de Salto Grande é pequena, tipo 12 mil habitantes, mas muito aconchegante. Ela se desenvolveu as margens do Rio Paranapanema e portanto o centro, incluindo a bela igreja, ficam de frente para o rio. Tem também uma orla belíssima com praia, bares e muita sombra. dia 27 de dezembro fará 100 anos. Pena que não podemos ficar para a festa.
Domingo saímos após o almoço para nossa casa.A viagem de volta foi mais truncada, porém não menos divertida. Fizemos o Roteiro Ourinhos/Marília/Lins/Rio Preto. Foram 290 km onde apreciamos tanto a paisagem que a moto chegou com apenas um tanque, fazendo quase 19 litros/km.
Até o próximo passeio.

A turminha deste passeio

Café colonial no Armazém de Maria - São Carlos - SP

Novos companheiros: Andreia e Genaro. Sejam bem vindos.

Velhos e bons companheiros: Dorinha e Caio.

Esses somos nós: Edson e Eliane

Junin e Marcela que enquanto não trocarem de moto, só vão para lugares "pertin",

O Junin tava doido de vontade de agarrar o neguiinho.Nem olhou para Nega bonitona do lado.

No começo da tarde já estamos alojados em um dos chales da pousada.

Vista da nossa janela.

Eliane pousando ao lado do rio.

Por do sol em Salto Grande.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Poços de Caldas - Agosto de 2011

Por Edson e Eliane;

Estávamos à procura de um lugar pertinho, que fosse possível ir no sábado e voltar no domingo, surgiu a idéia de Poços de Caldas logo acatada por todos.
Fomos em quatro casais de moto:
- Edson e Eliane,
- Junin e Marcela,
- Anderson e Luciana,
- Caio e Dorinha.
O Junin e o Anderson saíram na sexta-feira (estão com a vida mansa). Eu e o Caio trabalhamos na sexta até a noite e saímos no sábado, às 7 horas da manhã.
Viagem super tranqüila, apesar de forte vento lateral no trecho de Matão até São Carlos. Após o tradicional bauru do Castelo, seguimos para Poços de Caldas chegando lá um pouco antes do meio dia. A temperatura variou muito. Dos 19 graus da saída de Rio Preto a picos de 30 graus quando passamos por Águas da Prata, voltando a baixar para 23 graus na chegada. O melhor trecho da viagem, sem dúvida, é entre Águas da Prata e Poços de Caldas. Pista ótima com curvas a vontade e clima ameno.
Almoçamos no restaurante “O Bacalhau que Chora”, ótima sugestão de amigos e que registramos aqui para que outros também desfrutem. À tarde fomos para as massagens e banhos nas águas medicinais do Grande Hotel, prédio secular e muito bonito. Ainda deu tempo para tomarmos um cafezinho típico, acompanhado de doces e bolos tradicionais.
À noite chegaram mais dois casais de amigos: Edinho e Tânia e Fábio com sua esposa. Tentamos aproveitar a famosa festa do UAI, mas a dona Marcela não gostou do ambiente tipo cowboy fazendo um bico duns 20 centímetros. Ela queria ir num bistrô. Muito chique essa mulher.
Acabamos jantando na Cantina do Araujo. Boa comida.
Domingo, depois de despedir do Edinho e Fábio, que foram para São Paulo, andamos no teleférico, visitamos o Cristo, o Mercadão e finalmente pegamos estrada para voltar.
Fica aqui o registro de imprudência do Caio e Anderson, maus motociclistas que foram multados por ultrapassar na faixa contínua na frente da autoridade policial. Eu e Junin, como de costume, sempre pilotando de forma correta e dentro da lei.
Ainda deu tempo de passamos em Bueno de Andrade e saborear as deliciosas coxinhas douradas.
Abraços

Os Companheiros deste passeio: Caio e Dorinha


 Edson e Eliane

Junin e Marcela

Anderson e Luciana (Não couberam na foto)

Abastecendo no Castelo



Almoçando no "O Bacalhau que Chora"


A foto panorâmica no morro do Cristo.

Tradicional Café Mineiro.

Em frente ao Grande Hotel.

E dentro dele (Grande Hotel).


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