sábado, 31 de dezembro de 2011

Brasil Central - 4o. dia

Fazenda x Goias Velho x Pirenopolis

"Subindo morros, tirando pedras e plantando flores". Cora Coralina

Hoje foi o bicho. Foi Punk......foi Hard.
Segundo a Eliane, o ponto alto da viagem onde concluiu que eu mereco a melhor moto mundo tamanha a forca, coragem e destreza para chegar ao destino final. Estas palavras sao dela. Eu nem queria escrever isso, mas ela insistiu. 
Na verdade a Eliane ficou muito agradecida por eu nao ter
derrubado ela na lama.

Entao vamos aos fatos.
Saimos cedo da fazenda como de costume. Para andar de moto nao temos preguiça.
No dia anterior choveu um pouco e andamos pelo primeiro trecho de terra com cuidado e tranquilo. Abatecemos em Aragarcas e seguimos embaixo de muita chuva ate Jussara. Não molhamos nada, pois estavamos com nossas capas de chuva "importadas", compradas em nossa última viagem internacioal (sacoleiros do Paraguai). A partir dai parou de chover, mas a rodovia ja nao estava no mesmo padrao com pequenos buracos que exigiam atencao.
Chegamos na cidade de Goias pouco depois do meio-dia e fomos matar a fome no restaurante Flor de Ipe.
Comida caseira muito boa. O problema é que resolvi desafiar a simpática proprietária do estabelecimento que me recomendou que pegasse apenas o molho do Pequi. Pequei logo um caroção. Pensei: Se os goianos podem comer Pequi por não eu? Ia tudo bem até que um erro de cálculo fez eu morder o caroço. Pense num porco espinho assustado. Assim ficou minha lingua, cheia de espinhos.Fiz de conta que não foi nada e não reclamei, mas tá dolorido até agora.
Goias Velha como é mais conhecida por aqui é muito simpática. Foi a primeira capital do estado e faz parte das cidades históricas de Goias que tem também Pirenópolis, Corumbá de Goias e Jaragua. Visitamos a casa de Cora Coralina e conhecemos mais um pouco de sua bonita história. Encontramos também um casal de amigos de Rio Preto...mundo pequeno.
Seguimos para Pirenópolis o destino do dia e aí começa a aventura. Viemos sem GPS e sem Mapa. A cada um que perguntavamos sobre o melhor caminho, uma resposta diferente. Resolvemos confiar na informação de um policial rodoviário, mas acho que ele deve estar rindo até agora.
Em certa altura pegamos a famosa BR-070. A informação é que a cabeceira das pontes não estavam asfaltadas. Só não falaram que pra eles "cabeceira" são 4 km antes e 4 km depois das pontes. Como tinha chovido muito por aqui, ia a 2km/hora na descida e a 3 km/hora na subida. Viagem que não acabava nunca. A moto ameaçava sair de frente, de traseira e não podia fazer muita coisa a não ser segurar firme e torcer.
Mas como não há nada tão ruim que não pode ser piorado, avistamos de longe o que parecia ser uma rodovia e festejamos. Chegando perto vimos que era a ferrovia que está sendo construída ligando o norte a Estrela d´oeste em SP. Tínhamos que andar um tanto ao lado dela. O movimento de caminhões e máquinas transformou a passagem em lama. Seguimos firme, eu com os dois pés no chão para não deixar a moto escorregar e a Eliane, imagino, rezando. Até um certo ponto que ela resolveu descer e caminhar na lama, afundando sua bota que ela tinha plasificado para não sujar. Nesta altura já não sabia se a moto me levava ou se eu é que estava carregando ela. Depois de algum tempo vencemos a lama. Estava com 2 metros de lingua para fora. Pegamos chão firme e pudemos relaxar até chgar na BR-153. Ufa.
Chegamos em Pirenópolis no final da tarde e antes de procurar pousada, paramos num posto de gasolina para nos limpar/lavar.
Pirenópolis está super lotada e estava difícial até para encontrar lugar. Com ajuda do CAT - Centro de Informações ao Turista arrumamos lugar na Pousada Casagrande. Boa e póxima do burburinho.
Vamos ficar por aqui até domingo.

Rodovia MT-336 que liga a Fazenda a Barra do Garças

Cidade de Goias: Casa da Ponte de Cora Coralina.

Agora de frente. A Cora Coralina é a segunda, a que está na janela.

Rua da Cidade de Goias.

Aqui estava começando a aventura na rodovia BR-070

Veja que os trechos de terra é somente nas cabeceiras das pontes.

Chão preto: foi como encontrar um tesouro.

Desfazendo as malas na pousada.

A pousada.

E a rua (Aurora) onde ela fica.

Vista da cidade ao escurecer.

Olha nós esquecendo o sufoco do dia.


A rua dos restaurantes.

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