sábado, 30 de julho de 2011

Expedição Catamarca - 15o. e 16o. dias

Foz de Iguaçu e Retorno a Rio Preto

Por Edson e Eliane;

Estar em Foz do Iguaçu e não fazer umas comprinhas: Nem pensar. Principalmente com a família Vendramini por perto.
Atravessamos a fronteira e o que vimos foi espetacular. A Gi conseguiu comprar muita coisa, em pouco tempo e ainda não estourou a cota (deve ter uma cota especial).
A Eliane já é de praxe. Toda vez que vai ao Paraguai, eu já sei que vou ter que carregar uma máquina de fazer pão. Desta vez a encomenda era para uma irmã dela. A máquina é grande e desajeitada, mas como a Gabriela costuma dizer, a função do homem é carregar as sacolas e pagar as contas.
Depois deste ambiente de guerra que é Ciudad del Este, retornamos para o Hotel e almoçamos.
Seguimos para o passeio das Cataratas. O Dia estava chuvoso o que prejudicou a visão. Mesmo assim, quem nunca tinha visto, caso do Dudu e Gabriela, ficaram maravilhados com a beleza das quedas.
A noite no hotel, comemoramos o último jantar da Expedição Catamarca, com fondue e vinho.

Hoje, era o dia de retornarmos para casa.
Os 850 km de separam Foz de Rio Preto foram percorridos em 10 horas, com várias paradas para relaxar.
Hoje o carro do Rodrigo não soltou nenhum pedaço. Em compensação, veio soltando uma fumaça preta que parecia aquelas camionetas de combate a Dengue. Teve vez que eu precisei parar no acostamento para espera-lo. Vai ver era ele que estava cansado. A Hilux foi e voltou (novamente) sem nenhum problema. Pelo contrário, chegou redondinha querendo andar mais.

Assim encerramos a Expedição Catamarca com todo sucesso.
Como previsto, foi muito bom viajar em família.
Alguns pensamentos ou conhecimentos que nossos "meninos" demonstraram durante esta convivência eu não imaginava que tinham. Isto é o que chamo de conhecer na profundidade.

Nota de louvor ao Rodriguinho, menino de ouro com apenas 6 anos e comportamento nota 10. Agradecimentos especiais a Gi e seu guia YPF que foi nossa bíblia durante a viagem. Ao Comandante Rodrigo que com sua experiência em "Expedições" nos deixou muito tranquilo e pudemos relaxar.

Confesso que a toda hora pensava na minha moto. Eu gosto muito de viajar de moto. O ideal é irmos e moto e os meninos irem de carro.

Como já fizemos duas viagens grandes este ano, vamos fazer algumas menores (de moto). Temos planejado Punta del Leste no Uruguai.
Para o próximo ano (abril), iremos para Matchu  Pitchu pela rodovia Transoceânica, descendo depois para a Bolívia, chegando a San Pedro do Atacama no Chile e retornando ao Brasil pela Argentina.

Abraços a todos

 No parque iguaçu, indo para as Cataratas

Olha nós aí, e ela ao fundo.

Nosso último jantar. Um brinde a Expedição Catamarca

Levantando acampamento.

Atravessando as plantações no estado do Parana.

Expedição Catamarca - 13o. e 14o. dias

Buenos Aires x Foz do Iguaçu

Por Edson/Eliane;

A ideia era sair bem cedo, pois tínhamos mais de 1.000 km pela frente. Como sempre dá aquela enroladinha, conseguimos até tomar o café da manhã no Hotel e saímos.
O GPS, esta bela tecnologia a nosso serviço, nos levou rapidamente as Auto Pistas e estas na Ruta desejada. Passamos pelas grandes cidades de Rosário, Santa Fé e seguimos em direção a Resistência.
Chegamos cedo, deu até vontade de andar mais, mas resolvemos parar e dormir alí. O motivo é que Resistência tem um Hotel Casino 5 estrelas a preços de 3 estrelas do Brasil. Foi uma bela sugestão da Gi (conhece tudo). O hotel é desproporcional para o tamanho da cidade. Chega a ser majestoso.
No dia seguinte, sem pressa, seguimos nosso planejamento e passamos por Corrientes, Posadas, Puerto Iguazu e finalmente Foz do Iguaçu. Tentamos até visitar as cataratas do lado argentino, mas já estava fechado. Ainda temos uma dúvida que numa outra oportunidade vamos sanar: Uns dizem que as cataratas do lado argentino são mais bonitas. Outros dizem que são as do lado brasileiro. Há ainda os que concordam que as quedas do lado argentino são mais belas, porém só conseguem ser vistas pelo lado brasileiro. Bom, numa outra oportunidade, vamos ver.
Amanhã será de passeios.

Antes que me esqueça, O carro do Rodrigo deu pau novamente. Esse carro tem muito plástico e acho que estou forçando demais. Tá difícil para ele acompanhar sem perder pedaços.

Abraços


 Saindo de Buenos Aires

 A Eliane fazendo uma fezinha no casino de Resistencia

Paisagem entre Corrientes e Resistencia

Olha o Land de novo. A Gi até levou na boa, já o comandante estava furioso.

Olha a CCE Land: Conserta, Conserta, Estraga.

Quando a Land tiver esta idade, será que estará andando?

Abastecimento: Problema terrível na Argentina atualmente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Expedição Catamarca - 11o. e 12o. dias

Buenos Aires

Por Edson e Eliane;

Nós encontramos no café da manhã. Agora os componentes da Expedição Catamarca estão todos juntos novamente. Saímos cedo para caminhar pela redondeza do Hotel que é muito bem localizado. O Rodrigo foi atrás de roupa para motociclista, pois ele ainda não tem a calça e já temos uma viagem marcada quando retornarmos ao Brasil. Vamos, de moto, assistir o Prólogo e largada do Rally dos Sertões. Depois das compras, eles iriam fazer programa com/para o Rodriguinho .
Nós e nossos niños fomos para a Recoleta. Tentamos entrar no famoso cemitério onde tem o túmulo da Evita Peron, mas a Gabriela travou, assim como eu travo para entrar num avião. Andamos o dia todo e a noite já estávamos pronto para o show de tango. Desta vez escolhemos o La Ventana e que escolha. Eles intercalaram o tango com músicas folclóricas, tipo aquelas cantadas pelo grupo Raízes de América. Deu um caldo muito bom. Vale lembrar que estivemos aqui em 1998, mas a minha memória (Eliane) só registrou alguns lugares, então foi muito bom rever tudo.
Eu costumo dizer que prefiro Santiago a Buenos Aires. Acho a capital do Chile mais bonita, organizada além de que considero o povo chileno mais sério e comprometido que o resto da América Latina. Mas algo acontece em Buenos Aires. Talvez por ser muito mais freqüentada por nós brasileiros ou talvez por nossa eterna rivalidade  e paixão pelo futebol, não sei, mas tem algo que nos aproxima. As vezes nos identificamos com as músicas ou costumes, parecendo que faz parte de nossa cultura e acabamos nos sentindo muito a vontade.
Com tudo isso o resultado é que tanto lá como cá, passear é bom e aproveitamos cada peculiaridade.
Outra coisa me chamou a atenção. Desta vez, por conta da Copa América acompanhei várias discussões de programas esportivos. Apesar das brincadeiras, o argentino admira demais o futebol brasileiro. No Estádio da  Bombonera, eles guardam como troféu a camisa que o Pelé usou quando jogou contra o Boca Júnior. Ou seja, somos rivais, mas como muita admiração.
Dia seguinte, mais passeios, comprinhas, comida boa, café...etc. E assim encerramos o tour por aqui. Amanhã....Voltando.
Abraços

A Expedição Catamarca em Buenos Aires



Visita ao Estádio da Bombonera. Gabriela virou torcedora do Boca.


No final, eu e Dudu tivemos que dar entrevista para a imprensa

Expedição Catamarca - 9o. e 10o. dias

Santiago a Buenos Aires

Por Edson e Eliane;

Depois de dois dias na bela Santiago é hora de írmos para a capital portenha. Arrumamos a bagagem no carro e saímos rumo a cordilheira. Deixamos Santiago com a mesma boa impressão que tivemos quando viemos em abril e tínhamos certeza que o Dudu e a Gabi também iriam adorar, agora mais bonita ainda, com a cordilheira branquinha. O tempo esteve tão bom nestes últimos 3 dias que não tínhamos nenhum receio de não passar no trecho sempre castigado pelas nevascas nesta época do ano. Alias queria deixar a minha impressão da neve: linda, porem não me adaptei muito bem a ela, eu disse ao Edson que agora só pela TV.
E realmente estava perfeito. Lógico que a condução foi com toda precaução. Em alguns trechos já havia degelo e a pista estava molhada.
A aduana também foi rápida. Para entrar no Chile é um procedimento doido. Para sair, super rápido.
Andamos até escurecer e paramos para dormir em Vicuña Mackenna, na Argentina com pouco mais de 800 km rodados.
No dia seguinte acordamos no escuro novamente. Estávamos ansiosos para chegar logo em Buenos Aires. Chegamos as 15:30hs, a tempo de assistir o jogo onde o Uruguai venceu o Paraguai pela final da Copa América.
É impressionante como o brasileiro está viajando. Aqui, como em Santiago, os Hotéis estão  praticamente lotados de brasileiros e o recepcionista do hotel disse que se o Brasil disputasse  a final da Copa América, a cidade estaria verde e amarela.
Agora temos mais dois dias para curtir mi Buenos Aires querida.
Abraços

Saindo do Chile

Os Caracoles no GPS

Os Caracoles Real

O que será que querem dizer com isso?

Estradas sem gelo já na Argentina

Chegando em Buenos Aires


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Expedição Catamarca - 7o. e 8o. Dias

Por Edson e Eliane;

Santiago

Santiago é uma cidade sedutora. Estivemos aqui em abril deste ano e saímos com vontade de voltar. Nos sentimos em casa. Parece que tudo conspira a nosso favor, até os apuros de ontem por causa de hotel acabou com final muito feliz.
Como já conhecíamos a cidade deixamos a programação por conta do Dudu e Gabriela.
Para nossa surpresa não quiseram ir para as atrações “imperdíveis” como Valle Nevado, Cerro San Cristoban, etc.
Preferiram programas, digamos, mas Cult. Visitamos o Museu da História do Chile e convivemos estes 2 dias com as pessoas nas ruas, indo a feiras, mercado central e outros programas deste tipo.
Duas coisas incomodaram:
- A ausência de nossos amigos que ficaram em Uspallata quebrou o ritmo do passeio.
- Eu peguei um tremendo resfriado e a Eliane estava tossindo sem parar. Na quinta-feira a tarde, liberamos os meninos para irem passear e nós ficamos de cama. Ela tossindo de um lado e eu espirrando de outro. Para quem não está acostumado com temperaturas abaixo de zero, é muito difícil sair ileso.
Hoje de manhã recebi e-mail da Gi/Rodrigo. Estão em Mendonza descansando, pois o Rodrigo também ficou de cama depois de nossas brincadeiras na neve.
Amanhã vamos levantar acampamento e seguir rumo a Argentina, com destino Buenos Aires. Devemos dormir no meio do caminho, pois são 1.400 km até lá.
Vamos tentar encontrar nossos companheiros no caminho. Se não der, nos veremos no hotel da capital dos hermanos.
Abraços 

Em frente ao Museu da História do Chile

Santiago: De onde você olha, vê a cordilheira ao fundo.

Nosso Hotel. Muuuuiiiito bom.

Saindo para o City Tour

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Expedição Catamarca - 6o dia

Por Edson e Eliane;

Mendoza x Uspallata/Santiago

De acordo com nossa programação, hoje atravessaríamos a cordilheira e chegaríamos ao Chile. A Gi e Rodrigo estavam muito preocupados com a condição do tempo. Quando chegamos a Mendoza, o paso estava fechado devido a nevasca. Agora estava aberto, mas a questão é: E se cair outra nevasca? Ficaremos “presos” em Santiago. As férias escolares do Dudu e Gabriela e do trabalho de Rodrigo/Gi terminam junto com a fim da expedição.
Resolvemos que iríamos até Uspallata para ver a situação. O tempo estava tipo céu de brigadeiro e fomos nos animando. Pesava também o fato da Gabriela e Dudu não conhecerem Santiago e, principalmente a Gabriela, ter muita vontade de chegar até lá. Por outro lado, percebíamos que a Gi não estava a vontade para atravessar a Cordilheira. Usando do lema que o Rodrigo sugeriu no início da viagem: “Sinceridade acima de tudo” e alinhado ao meu pouco juízo, resolvemos arriscar e assim dividimos a turminha. Família Gandorphi vai para Santiago e Família Vendramini fica em Uspallata, curtindo a neve argentina.
Seguimos juntos de Mendoza a Uspallata, onde usei uma cabine telefônica pela primeira vez (meu celular parou de falar na Argentina). A Gi alugou roupas de neve para o Rodriguinho e um trenó. Seguimos até a próxima estação de esqui e esta sim, estava aberta com muita neve. Brincamos e seguimos até Los Penitentes onde almoçamos.
Despedimos-nos e marcamos de nos encontrar na volta, em Uspallata ou em Buenos Aires. Como não sabemos em qual hotel as equipes estão, e estamos sem celulares, estamos por hora, incomunicáveis. Rodrigo/Gi se estiverem vendo o blog, mande notícias via comentários ou ligue no hotel: (56-2) 2118601, Habitacion 201.
O caminho para Santiago estava totalmente branco. Quando passamos por aqui em Abril deste ano, a paisagem era outra (marrom). Fiquei imaginando e comentei que gostaria de passar por aqui no inverno. Só não imaginava que seria tão rápido assim. Aqui estamos de volta.
Vendo a altura da neve, dei razão ao Rodrigo e Gi. A rodovia parece um buraco aberto na neve. Fiquei imaginando outra nevasca e o tempo que as máquinas levarão para liberar a pista novamente. Bom agora já foi. Vamos torcer pelo tempo continuar firme.
Chegamos a Santiago as 19 horas, sem reserva de hotel. Não recomendo a ninguém vir para cá em Julho, com neve, sem reserva. Ficamos rodando até as 23 horas. Algumas pessoas nos recomendaram sair de Santiago e ir procurar hotel em Viña Del Mar, praia no Pacífico a 80 km daqui. A língua oficial nos hotéis de Santiago nesta época é o Português. Só tem brasileiros.
Começamos a apelar e fomos procurar lugar nos Hotéis 5 estrelas. Felizmente não tinha (a tarifa é de matar). Em compensação fomos atendidos em um deles pela Francisca, recepcionista muito simpática que ligou em mais de 10 hotéis e nos arrumou uma jóia. Estamos hospedados no Hotel Acácia de Vitacura, um 4 estrelas com, como a GI costuma dizer, ótimo custo/benefício. Nossa “habitacion” é tipo Apart Hotel, com 2 quartos, sala enorme, sacada, banheiros ótimos. Segundo a Eliane, dá pra morar aqui.
Enfim, estamos muito bem.
Abraços

Pé na Estrada novamente

Chegando na Cordilheira

Agora sim. Neve por todos os lados.

Primeira parada numa estação de esqui.

Rodrigo e Dudu se divertindo.

Ficou faltando o Rodriguinho. Preferiu o carro, estava muito frio.

Descubra quem é quem na família Gandorphi.

Rodrigo escorregando.

Eliane escorregando.

Almoço em Los Penitentes.

A caminho de Santiago.

O famoso túnel Cristo Redentor.


Os caracóis e ao fundo a lagoa congelada.

Este pegou amor pelo boneco de neve e trouxe para casa.

Expedição Catamarca - 5o dia

Por Edson e Eliane;

5º. Dia – Mendoza
Acordamos todos animados. No dia anterior combinamos que hoje seria o dia que veríamos neve.
Escolhemos a estação de esqui de Vallecito. Tomamos o café da manhã e saímos rumo a Cordilheira dos Andes, todos muito equipados: Segunda pele, Jaquetas para neve, luvas, capuz...
Pegamos a ruta principal com 6 graus e a cada pouco o termômetro do carro ia baixando. Nós, pelos intercomunicadores, íamos comemorando cada queda. Quando chegamos perto da cordilheira, já estávamos a 0 grau.
Começamos a subir por uma estrada de rípio. Até que enfim este passeio se pareceu a uma expedição de verdade. Até então, só rodovias boas e comida/bebidas de primeira qualidade, sem falar dos hotéis.
Paramos várias vezes durante a subida para fotos e sentir o friozinho. Não demorou muito e chegamos a -5 graus, porém estava tranqüilo, sem vento.
A estação de esqui estava cerrada (fechada), pois ainda não tem neve o suficiente, mas nós fizemos a festa assim mesmo com direito a guerrinha e algumas crianças jogando neve para cima. Foi a nossa primeira experiência na neve. Assim como fiz na primeira vez que vi o mar, também experimentei e posso afirmar: É bem gelada rsrsrsr.
Depois de algumas horas e com os pés querendo congelar, voltamos e paramos na vinícola Septimo. Muito chique. Uma construção que mistura concreto e pedras no meio da plantação de uva, que também é um espetáculo. Não tínhamos reserva e nos pediram para esperar um pouquinho enquanto montaram uma mesa especialmente para nós. Saímos tão impressionados com a qualidade da comida, acompanhado pelos vinhos sugeridos pelo Chef que o Dudu não resistiu e pediu para conhecer/tirar uma foto com ele. Ele era ela, a chef Gabriela que assina o cardápio.
Antes de voltar ao hotel, passamos pelo calçadão de Mendoza para um cafezinho. Na última viagem, em abril, passamos rapidamente por Mendoza e não tivemos boa impressão. Desta vez foi tudo diferente. Assessorados pelo Rodrigo e Gi, que conhecem bem a região, mudamos nossa opinião e será ponto de parada em outras ocasiões. 

A caminho da neve

A expedição no Rípio e Neve

Subindo a cordilheira



A estrada que nos levou a estação de esqui

Dudu e Rodrigo pousando ao lado de árvores congeladas

Mais árvores congeladas e nós quase congelando

Olhem como fica a tela

Termometro do carro marcando -4. Chegamos a -6 graus.

Eliane a Gabriela numa fria

Crianças tomando banho de neve

Segura Rodriguinho.

Gabriela fazendo pose.

Todos juntos no gelo.

Deixamos nossa marca aqui também.

Voltando com fome, paramos nesta vinícola.

Uvas a perder de vista.

Eles nem falavam muito da viagem, mas estão curtindo de montão.

A Chef Gabriela do restaurante María,

Já no calçadão de Mendoza, familia Vendramini.


Total de visualizações de página