Por Edson;
Acordamos sem pressa em Foz do Iguaçu.
Nosso grupo agora tem 5 pessoas. O prefeito acordou cedo e foi embora. Desta vez não seguramos. No Brasil fica tudo mais fácil e com certeza ele chegaria em casa com segurança.
Após o café da manhã o Cleber saiu com o Fábio para tentar arrumar sua moto. Voltaram 1 hora depois desolados. O problema é na bobina e a opção seria fazer uma gambiarra coisa que o Dr. Cleber não admite e com razão. A melhor solução e a escolhida foi guinchar a moto para Rio Preto e ele vir de avião. Decisão tomada, Fábio, Jota e Kim foram para as compras no Paraguai. Eu não. Não gosto daquela muvuca e também não tinha nada para comprar.
Saímos de Foz as 15 horas e só conseguimos tocar até Maringá. Os últimos 100 km fizemos a noite e tivemos que empurrar o Kim para chegar.
Maringá é uma cidade muito bonita, mas novamente não quisemos sair. Jantamos no Hotel e na manhã seguinte saimos para a última etapa da viagem, que foi tranquila até Rio Preto.
Fomos direto para o buteko do Faiskinha (filho do Faiska) onde confraternizamos junto com nossos familiares e incluindo o Cleber e a Lussandra.
E assim encerramos mais um passeio sem nenhum susto. Vimos paisagens exuberantes. Para uns Macchu Picho foi o ponto alto. Para outros foi o deserto. Para todos a viagem valeu a pena.
Abraços
Almoço para comemorar a chegada de mais uma viagem
sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
15o. Dia - Resistencia a Foz do Iguaçu
Por Edson;
Atrasamos a saída.
O bife de chourisso delicioso de ontem fez mal para a maioria e como diz o Fábio, deixamos aqui grande parte de nosso PIB: Produto Interno Bruto.
Depois de tudo razoavelmente resolvido pegamos estrada rumo ao Brasil. Novamente tivemos que segurar o prefeito que ameaçada abandonar a trip. Agora então, de pneu novo e já sentindo o cheiro do Brasil. Pedimos paciência e ele se controlou.
Depois de 150 km rodados a moto do Cleber parou. Ela já vinha dando sinais que alguma coisa não estava bem desde o inicio da viagem. Em Cusco, no Peru, foi difícil faze-la pegar, mas achamos que era por causa do frio. Agora ela parou totalmente dando uma pane elétrica. Pelos sintomas apresentado era bateria e pensando como resolver achamos que a melhor solução era reboca-lo até Posadas, cidade mais próxima e com recurso. O Fábio e o Jota foram na frente para encontrar bateria e eu puxei os Cleber por 140 km até a cidade.
Bateria trocada, aproveitamos a parada para uma refeição decente e seguimos viagem. Mais 150 km e a moto para novamente. Conclusão de nosso mecânico Kim: Não está carregando a bateria. Pensando o que fazer, eu já estava pegando a corda quando o cabeção deu mais uma de suas belas idéias: Vamos trocar as baterias das motos. E assim fizemos até chegar em Foz do Iguaçu. A cada 150 km, uma parada para troca de bateria.
Chegamos bem. Vamos fazer a manutenção da moto amanhã cedo e seguir viagem de volta.
Manutenção improvissada
Já bem próximos ao Brasil
Atrasamos a saída.
O bife de chourisso delicioso de ontem fez mal para a maioria e como diz o Fábio, deixamos aqui grande parte de nosso PIB: Produto Interno Bruto.
Depois de tudo razoavelmente resolvido pegamos estrada rumo ao Brasil. Novamente tivemos que segurar o prefeito que ameaçada abandonar a trip. Agora então, de pneu novo e já sentindo o cheiro do Brasil. Pedimos paciência e ele se controlou.
Depois de 150 km rodados a moto do Cleber parou. Ela já vinha dando sinais que alguma coisa não estava bem desde o inicio da viagem. Em Cusco, no Peru, foi difícil faze-la pegar, mas achamos que era por causa do frio. Agora ela parou totalmente dando uma pane elétrica. Pelos sintomas apresentado era bateria e pensando como resolver achamos que a melhor solução era reboca-lo até Posadas, cidade mais próxima e com recurso. O Fábio e o Jota foram na frente para encontrar bateria e eu puxei os Cleber por 140 km até a cidade.
Bateria trocada, aproveitamos a parada para uma refeição decente e seguimos viagem. Mais 150 km e a moto para novamente. Conclusão de nosso mecânico Kim: Não está carregando a bateria. Pensando o que fazer, eu já estava pegando a corda quando o cabeção deu mais uma de suas belas idéias: Vamos trocar as baterias das motos. E assim fizemos até chegar em Foz do Iguaçu. A cada 150 km, uma parada para troca de bateria.
Chegamos bem. Vamos fazer a manutenção da moto amanhã cedo e seguir viagem de volta.
Manutenção improvissada
Já bem próximos ao Brasil
14 Dia - San Salvador de Jujuy a Resistência
Por Edson;
Hoje o dia estava reservado para deslocamento. Saímos o mais cedo possível de Jujuy pegando a auto estrada em direção a Salta. O objetivo era pegar a Ruta 16, atravessar o Pampa del Infierno na região do Chaco argentino e chegar a Corrientes.
Porém este dia foi mais dedicado a cálculos.
Acontece que os 4 cabeções: Jotinha, Prefeito, Cleber e Kim não levaram pesos chilenos nem argentinos.
No Chile, como abreviamos o retorno, eu e Fábio conseguimos bancar os quatros.
Na Argentina não tínha como. Além de rodarmos o planejando, não aceitam cartão de crédito nem dólar. Para atrapalhar ainda mais a Argentina sofre com problema de escazes de Nafta (Gasolina) e os preços subiram muito. Chegamos a pagar o equivalente a 3,90 reais por litro. Tívemos que juntar moedinhas, fazer contas, colocar um pouco de gasolina em cada moto para tentar chegar até Roque Saenz Pena, onde sabíamos que tínha um Hotel Casino e alí com certeza fariam cambio.
Chegamos em Roque Saenz as 16 horas, sem beber água ou comer qualquer coisa, pois o pouco dinheiro estava sendo usado para abastecimento.
Já combinei com o Capitão Fábio Nascimento. Na próxima viagem nós é que vamos fazer o check list da turma. Nesta viagem nos deram muito trabalho.
Cambio feito abortamos Corrientes e dormimos em Resistencia, 30 km antes. Lá também tem um Hotel Casino muito chique que fiquei no ano passado. Porém não tinha habitacion disponível e ficamos em outro.
Aproveitando que o comércio fica aberto até as 20 horas, o prefeito foi trocar o pneu da moto e mais a noite fomos comer bife de chourisso. Estava bom demais.
Pampa del Infierno: 600 km de reta sem maiores atrativos
Grandes confinamentos. Daqui saem os bifes de chouriso
Abastecimento na Argentina. Quando tem: Caro, Fila e nós sem efetivo (dinheiro).
Hoje o dia estava reservado para deslocamento. Saímos o mais cedo possível de Jujuy pegando a auto estrada em direção a Salta. O objetivo era pegar a Ruta 16, atravessar o Pampa del Infierno na região do Chaco argentino e chegar a Corrientes.
Porém este dia foi mais dedicado a cálculos.
Acontece que os 4 cabeções: Jotinha, Prefeito, Cleber e Kim não levaram pesos chilenos nem argentinos.
No Chile, como abreviamos o retorno, eu e Fábio conseguimos bancar os quatros.
Na Argentina não tínha como. Além de rodarmos o planejando, não aceitam cartão de crédito nem dólar. Para atrapalhar ainda mais a Argentina sofre com problema de escazes de Nafta (Gasolina) e os preços subiram muito. Chegamos a pagar o equivalente a 3,90 reais por litro. Tívemos que juntar moedinhas, fazer contas, colocar um pouco de gasolina em cada moto para tentar chegar até Roque Saenz Pena, onde sabíamos que tínha um Hotel Casino e alí com certeza fariam cambio.
Chegamos em Roque Saenz as 16 horas, sem beber água ou comer qualquer coisa, pois o pouco dinheiro estava sendo usado para abastecimento.
Já combinei com o Capitão Fábio Nascimento. Na próxima viagem nós é que vamos fazer o check list da turma. Nesta viagem nos deram muito trabalho.
Cambio feito abortamos Corrientes e dormimos em Resistencia, 30 km antes. Lá também tem um Hotel Casino muito chique que fiquei no ano passado. Porém não tinha habitacion disponível e ficamos em outro.
Aproveitando que o comércio fica aberto até as 20 horas, o prefeito foi trocar o pneu da moto e mais a noite fomos comer bife de chourisso. Estava bom demais.
Pampa del Infierno: 600 km de reta sem maiores atrativos
Grandes confinamentos. Daqui saem os bifes de chouriso
Abastecimento na Argentina. Quando tem: Caro, Fila e nós sem efetivo (dinheiro).
13o Dia - San Pedro de Atacama a San Salvador e Jujuy
Por Edson;
A ídeia era ficar mais um dia em San Pedro e fazer alguns passeios. Mas juntando alguns fatos como a resistência em todos para acordar cedo, vontade de continuar andando de moto e principalmente outro fato descrito abaixo, resolvemos partir ainda de manhã, mas não tão cedo, para a Argentina.
Os Petis do Prefeito:
1.
Em Puno o prefeito "pediu para sair" e nos mostrou um plano de fuga. Ele traçou uma rota atravessando a Bolívia e entrando no Brasil por Corumbá. Ainda bem que ele nos contou o plano. Nós tínhamos informações que ele não. A Bolívia está passando por momento conturbado. A gasolina para estrangeiros além de ser o triplo do preço, só abastece com uma autorização especial fornecida por um orgão do governo. Também o nível de criminalidade subiu muito. Quer dizer, provavelente ele estaria na Bolívia até hoje.
2.
Em São Pedro acordamos com o vozerão do Kim falando: O prefeito fugiu, o prefeito fugiu. Na noite anterior ele tinha feito algumas perguntas sobre roteiro e pegou dinheiro emprestado com o Jotinha (ele perdeu a carteira no Peru), mas não desconfiamos de nada. Na madrugada o cara, como um gato, arrumou suas malas, empurrou a moto para não fazer barulho e foi-se. Ele só não contava com o Kim que acordou cedo para fumar e viu a cena. O Jotinha levantou da cama (ainda bem que ele dormiu de roupa) e correu atraz alcançando o Prefeito na Aduana e trazendo de volta. Ele estava com o pneu da moto careca, 200 dólares em dinheiro e sem nenhum conhecimento na região. Não podíamos deixar ele ir.
Fizemos a saída na Aduana Chilena e pegamos estrada bem devagar aproveitando as paisagens que iam se mostrando a medida que subíamos a cordilheira (sempre uma pessoa a frente para não deixar o Prefeito fugir).
Desta vez não estava tão frio, ou nós que nos preparamos melhor.
No alto do Andes paramos para fotografar algumas Lhamas num lago formado pelo degelo. Descemos um pequeno barranco para encontrar o melhor angulo e na volta, o esforço foi demais. Todos sentimos muito mal com os 4.800 metros. Eu subi com dificuldade na moto e acelerei tentando sair o mais rápido da altitude. O coração dispara, falta o ar, não se consegue completar a respiração. Mesmo com frio abri a viseira do capacete tentando absorver mais ar. É sufocante e até desesperador.Com o tempo foi estabilizando e voltando ao normal.
Fizemos a imigração na Argentina no famoso Paso de Jama que ainda está a 3000 metros de altitude, abastecemos no YPF do grupo Repsol que está sendo estatizada pela governo argentino e seguimos viagem parando somente no Salar Grande para mais fotos e brincadeiras no sal.
Mais adiante, já quase chegando em Pumamamarca a moto do Prefeito deu pau. Começou a falhar até que apagou. Já pensou se ele estivesse sozinho. Estaria empurrando a moto na cordilheira até hoje.
Reboquei ele por uma subida de 10 km e depois de um tranco dado pelo Cleber ela pegou novamente.
Seguimos viagem e fomos dormir em San Salvador de Jujuy numa pousada muito elegante. A noite ainda juntamos forças para uma pizza e cervejas quilmes.
Saíndo de San Pedro de Atacama
Começando a subida com a imagem do vulcão a esquerda
Para fazer esta foto, quase ficamos sem oxigênio.
Nossa turma pousando no Salar Grande
E brincando no sal
Divisa Chile x Argentina
A ídeia era ficar mais um dia em San Pedro e fazer alguns passeios. Mas juntando alguns fatos como a resistência em todos para acordar cedo, vontade de continuar andando de moto e principalmente outro fato descrito abaixo, resolvemos partir ainda de manhã, mas não tão cedo, para a Argentina.
Os Petis do Prefeito:
1.
Em Puno o prefeito "pediu para sair" e nos mostrou um plano de fuga. Ele traçou uma rota atravessando a Bolívia e entrando no Brasil por Corumbá. Ainda bem que ele nos contou o plano. Nós tínhamos informações que ele não. A Bolívia está passando por momento conturbado. A gasolina para estrangeiros além de ser o triplo do preço, só abastece com uma autorização especial fornecida por um orgão do governo. Também o nível de criminalidade subiu muito. Quer dizer, provavelente ele estaria na Bolívia até hoje.
2.
Em São Pedro acordamos com o vozerão do Kim falando: O prefeito fugiu, o prefeito fugiu. Na noite anterior ele tinha feito algumas perguntas sobre roteiro e pegou dinheiro emprestado com o Jotinha (ele perdeu a carteira no Peru), mas não desconfiamos de nada. Na madrugada o cara, como um gato, arrumou suas malas, empurrou a moto para não fazer barulho e foi-se. Ele só não contava com o Kim que acordou cedo para fumar e viu a cena. O Jotinha levantou da cama (ainda bem que ele dormiu de roupa) e correu atraz alcançando o Prefeito na Aduana e trazendo de volta. Ele estava com o pneu da moto careca, 200 dólares em dinheiro e sem nenhum conhecimento na região. Não podíamos deixar ele ir.
Fizemos a saída na Aduana Chilena e pegamos estrada bem devagar aproveitando as paisagens que iam se mostrando a medida que subíamos a cordilheira (sempre uma pessoa a frente para não deixar o Prefeito fugir).
Desta vez não estava tão frio, ou nós que nos preparamos melhor.
No alto do Andes paramos para fotografar algumas Lhamas num lago formado pelo degelo. Descemos um pequeno barranco para encontrar o melhor angulo e na volta, o esforço foi demais. Todos sentimos muito mal com os 4.800 metros. Eu subi com dificuldade na moto e acelerei tentando sair o mais rápido da altitude. O coração dispara, falta o ar, não se consegue completar a respiração. Mesmo com frio abri a viseira do capacete tentando absorver mais ar. É sufocante e até desesperador.Com o tempo foi estabilizando e voltando ao normal.
Fizemos a imigração na Argentina no famoso Paso de Jama que ainda está a 3000 metros de altitude, abastecemos no YPF do grupo Repsol que está sendo estatizada pela governo argentino e seguimos viagem parando somente no Salar Grande para mais fotos e brincadeiras no sal.
Mais adiante, já quase chegando em Pumamamarca a moto do Prefeito deu pau. Começou a falhar até que apagou. Já pensou se ele estivesse sozinho. Estaria empurrando a moto na cordilheira até hoje.
Reboquei ele por uma subida de 10 km e depois de um tranco dado pelo Cleber ela pegou novamente.
Seguimos viagem e fomos dormir em San Salvador de Jujuy numa pousada muito elegante. A noite ainda juntamos forças para uma pizza e cervejas quilmes.
Saíndo de San Pedro de Atacama
Começando a subida com a imagem do vulcão a esquerda
Nossa turma pousando no Salar Grande
E brincando no sal
Divisa Chile x Argentina
12o. Dia - Arica a San Pedro de Atacama
Por Edson;
Noite bem dormida embalados pelo barulho das ondas do Pacífico no confortável hotel.
Jotinha estava animado para ver o centro do Deserto do Atacana.
Na saída demos uma volta pela orla de Arica. Depois abastecemos no primeiro posto de combustível parecido com os do Brasil e por concidência um BR da Petrobras que tem muitos no Chile, rivalizando com a rede Copec.
Alguns km depois da cidade e o deserto já mostra a cara. Se o Jotinha era só alegria com as paisagens, o Prefeito não se sentiu a vontande com o deserto achando falta de verde.
Para quem gosta de paisagens bonitas, precisa ter espaço na cânara fotográfica, coisa que o Cleber e Kim deviam ter, pois tivemos que espera-los várias vezes.
O deserto é muito bonito, mas tem cada retão que só enrolando o cabo. Neste trecho o Fábio pediu para trocar de moto comigo para fazer um teste drive na GS 1200 que ele está querendo comprar. Só que o teste que ele queria fazer era de velocidade e tivemos que andar forte para acompanhar o cara. Como resultado tivemos problemas com o combustível e nos deparamos com uma dúvida, muito comun nesta região: Seguimos ou desviamos da rota para encontrar combustível. Fomos para a solução mais conservadora e segura. Rumamos para Santa Elena abastacer e voltamos, então, para a rota principal no sentido de Calama.
Neste trecho de deserto pudemos perceber o esforço do governo Chileno no desenvolvimento de pesquisas e programas para o aproveitamento das terras do deserto. Passamos por locais onde a terra é branca de sal e estão plantando árvores especialmente desenvolvidas para desalinizar o solo.
Passamos também pela maior Mina de extração de Cobre do mundo. Chegando em Calama abastecemos em outro BR na cidade onde almoçamos um lanche na conveniência. Aqui já não tínhamos nenhuma saudades dos Grifos do Peru.
Mais 100 km de deserto e chegamos na cidade de San Pedro de Atacama onde a noite comemos a tradicional Parrilha acompanhado de Piscos e Cerveja local.
Nosso hotel em Arica
Na saída um pequeno tour pela cidade
Abastecendo num posto familiar: BR
E de volta para a Rodovia
Tem como andar devagar nestas retas?
Fábio testando a GS1200: Bunito e Veloz
Aqui paramos para saborear frutas Chilenas. Melhor melão e melância que já comemos.
E a noite na Parrilhada
Noite bem dormida embalados pelo barulho das ondas do Pacífico no confortável hotel.
Jotinha estava animado para ver o centro do Deserto do Atacana.
Na saída demos uma volta pela orla de Arica. Depois abastecemos no primeiro posto de combustível parecido com os do Brasil e por concidência um BR da Petrobras que tem muitos no Chile, rivalizando com a rede Copec.
Alguns km depois da cidade e o deserto já mostra a cara. Se o Jotinha era só alegria com as paisagens, o Prefeito não se sentiu a vontande com o deserto achando falta de verde.
Para quem gosta de paisagens bonitas, precisa ter espaço na cânara fotográfica, coisa que o Cleber e Kim deviam ter, pois tivemos que espera-los várias vezes.
O deserto é muito bonito, mas tem cada retão que só enrolando o cabo. Neste trecho o Fábio pediu para trocar de moto comigo para fazer um teste drive na GS 1200 que ele está querendo comprar. Só que o teste que ele queria fazer era de velocidade e tivemos que andar forte para acompanhar o cara. Como resultado tivemos problemas com o combustível e nos deparamos com uma dúvida, muito comun nesta região: Seguimos ou desviamos da rota para encontrar combustível. Fomos para a solução mais conservadora e segura. Rumamos para Santa Elena abastacer e voltamos, então, para a rota principal no sentido de Calama.
Neste trecho de deserto pudemos perceber o esforço do governo Chileno no desenvolvimento de pesquisas e programas para o aproveitamento das terras do deserto. Passamos por locais onde a terra é branca de sal e estão plantando árvores especialmente desenvolvidas para desalinizar o solo.
Passamos também pela maior Mina de extração de Cobre do mundo. Chegando em Calama abastecemos em outro BR na cidade onde almoçamos um lanche na conveniência. Aqui já não tínhamos nenhuma saudades dos Grifos do Peru.
Mais 100 km de deserto e chegamos na cidade de San Pedro de Atacama onde a noite comemos a tradicional Parrilha acompanhado de Piscos e Cerveja local.
Nosso hotel em Arica
Na saída um pequeno tour pela cidade
Abastecendo num posto familiar: BR
E de volta para a Rodovia
Tem como andar devagar nestas retas?
Fábio testando a GS1200: Bunito e Veloz
Aqui paramos para saborear frutas Chilenas. Melhor melão e melância que já comemos.
E a noite na Parrilhada
quarta-feira, 2 de maio de 2012
11o. Dia - Puno a Arica
Por Edson.
Ola de novo.
Meus amigos de viagem dizem que gostariam de blogar, mas bebem demais e desmaiam toda noite.
Assim, para dar notícia, só eu mesmo.
A altitude comeca a fazer efeito em nós. Esta noite foi terrível. De manhã todos reclamando de dores de cabeca, mal estar e tonturas. Tarefas simples como tomar banho ou se vestir é suficiente para nos tirar o fôlego.
Como tínhamos decidido ontem que não faríamos o passeio pelo lago, arrumamos a carga para sair fora desta altitude de 4.300 metros. Iamos em direcao do Chile na cidade de Arica que fica ao lado do Oceano Pacífico. Quer dizer, sairimos de mais de 4 mil metros para zero. Deixarìamos os 3 graus de Puno para temperatura de praia. Isto nos animou muito.
Na saída de Puno a mesma impressao da entrada, mesmo saíndo por lado oposto. Parece que todo mundo cria porco e a maioria na rua. Vimos até porco na coleira. Para fechar com chave de ouro, ficamos atraz de um caminhao de lixo que ia derrubando toda a carga na rodovia.
Como nosso destino era uma cidade praiana, dispensamos nossas roupas mais pesadas e passamos muito frio. Logo no inicio da viagem a temperatura caiu para zero graus. Pior, andamos mais de 250 km no topo das montanhas, ou seja, altitudes altas.
Porém o melhor estava por vir. Faltando 74 km para a cidade de Moquega, ainda no Peru, comecamos a descer. Sao 74 km de curvas de baixa, a maioria de cotovelos onde nos divertimos muitos por mais de 1 hora. Se aquele trecho existisse no Brasil, aos domingos teria fila de motociclistas.
Moquegua se entitula a capital do Pisco. Lembramos do nosso amigo Caio que se estivesse aqui, faríamos a Ruta del Pisco. Almocamos um delicioso arroz com pato.
Interessante foi perceber a mudanca das pessoas por aqui. Um povo mais bonito que no resto do pais.
Barriga cheia, pe na estrada. Encontramos neste trecho da rodovia um grupo de Curitiba fazendo o mesmo trajeto que nós.
Aqui também vimos a transicao das montanhas verdejantes para o deserto. Aos poucos a vegetacao vai dando lugar para as pedras e areias.
Chegando em Tacna, última cidade do Peru, outra grata surpresa. Uma cidade grande, moderna, bonita e com senhoritas cheias de bons predicados. Claro que somos todos homens bem casados e isto é apenas uma observacao para mostrar como há diferenca entre regioes do Peru.
Mais um pouco e chegamos nas Aduanas. No chile tivemos que desfazer a carga e passar tudo no raio x.
Finalmente Arica. Ficamos no Hotel Diego del Amagro, umas das maiores redes do Chile. De frente para o mar, mas apenas ouvindo as ondas. Jantamos no Hotel e cama.
Em mais um abastecimento no Peru.
Vista de Puno com o Lago Titicaca ao fundo
As estradas
Estava friu também
Só tem destes bichos
E a altitude continuava
As vezes paravamos para a bicharada cruzar a pista
E o deserto
As monatanhas geladas continuavam
Esta é para o Caio Matarazzo
Aqui almoçamos Arroz com Pato. Cidade de Moquegua - Peru
E mais deserto
As vezes dava para relaxar
Chegando em Tacna
E deixando o Peru. Saldo positivo.
Es as criancas fazendo thauzinho para nós
Ao fundo o Oceano Pacífico. A Frente... é nóis.
Ola de novo.
Meus amigos de viagem dizem que gostariam de blogar, mas bebem demais e desmaiam toda noite.
Assim, para dar notícia, só eu mesmo.
A altitude comeca a fazer efeito em nós. Esta noite foi terrível. De manhã todos reclamando de dores de cabeca, mal estar e tonturas. Tarefas simples como tomar banho ou se vestir é suficiente para nos tirar o fôlego.
Como tínhamos decidido ontem que não faríamos o passeio pelo lago, arrumamos a carga para sair fora desta altitude de 4.300 metros. Iamos em direcao do Chile na cidade de Arica que fica ao lado do Oceano Pacífico. Quer dizer, sairimos de mais de 4 mil metros para zero. Deixarìamos os 3 graus de Puno para temperatura de praia. Isto nos animou muito.
Na saída de Puno a mesma impressao da entrada, mesmo saíndo por lado oposto. Parece que todo mundo cria porco e a maioria na rua. Vimos até porco na coleira. Para fechar com chave de ouro, ficamos atraz de um caminhao de lixo que ia derrubando toda a carga na rodovia.
Como nosso destino era uma cidade praiana, dispensamos nossas roupas mais pesadas e passamos muito frio. Logo no inicio da viagem a temperatura caiu para zero graus. Pior, andamos mais de 250 km no topo das montanhas, ou seja, altitudes altas.
Porém o melhor estava por vir. Faltando 74 km para a cidade de Moquega, ainda no Peru, comecamos a descer. Sao 74 km de curvas de baixa, a maioria de cotovelos onde nos divertimos muitos por mais de 1 hora. Se aquele trecho existisse no Brasil, aos domingos teria fila de motociclistas.
Moquegua se entitula a capital do Pisco. Lembramos do nosso amigo Caio que se estivesse aqui, faríamos a Ruta del Pisco. Almocamos um delicioso arroz com pato.
Interessante foi perceber a mudanca das pessoas por aqui. Um povo mais bonito que no resto do pais.
Barriga cheia, pe na estrada. Encontramos neste trecho da rodovia um grupo de Curitiba fazendo o mesmo trajeto que nós.
Aqui também vimos a transicao das montanhas verdejantes para o deserto. Aos poucos a vegetacao vai dando lugar para as pedras e areias.
Chegando em Tacna, última cidade do Peru, outra grata surpresa. Uma cidade grande, moderna, bonita e com senhoritas cheias de bons predicados. Claro que somos todos homens bem casados e isto é apenas uma observacao para mostrar como há diferenca entre regioes do Peru.
Mais um pouco e chegamos nas Aduanas. No chile tivemos que desfazer a carga e passar tudo no raio x.
Finalmente Arica. Ficamos no Hotel Diego del Amagro, umas das maiores redes do Chile. De frente para o mar, mas apenas ouvindo as ondas. Jantamos no Hotel e cama.
Em mais um abastecimento no Peru.
Vista de Puno com o Lago Titicaca ao fundo
As estradas
Estava friu também
Só tem destes bichos
E a altitude continuava
As vezes paravamos para a bicharada cruzar a pista
E o deserto
As monatanhas geladas continuavam
Esta é para o Caio Matarazzo
Aqui almoçamos Arroz com Pato. Cidade de Moquegua - Peru
E mais deserto
As vezes dava para relaxar
Chegando em Tacna
E deixando o Peru. Saldo positivo.
Entrando num país de primeiro mundo.
Es as criancas fazendo thauzinho para nós
Ao fundo o Oceano Pacífico. A Frente... é nóis.
10. Dia - Cusco a Puno
Por Edson;
Ola a todos.
A idèia original era ficar 3 dias em Cusco. Um dia para conhecer a cidade e dois para passeios. Como as meninas só puderam ficar 2 dias, resolvemos antecipar a partida.
Fomos em direcao a Puno para conhecer o famoso lago Titicaca e os povos Uros que vivem em ilhas flutuantes sobre o lago.
Na saida de Cusco pegamos o tradicional transito confuso, congestionamento e aquelas barbaridades. Tipo assim, se um onibus buzinar e vier para o seu lado, caia fora porque ele nao para mesmo.
A estrada novamente uma beleza. Belas paisagens, curvas, montanhas e muito verde. A estrada vai serpeteando as montanhas e os vales. Impressionante com o povo Peruano consegue produzir em tao pouco espaco. Praticamente somente nos vales e em parte das montanhas, aproveitando as técnicas herdadas dos Incas onde faziam aquelas escadinhas para aproveitar a terra.
Até chegar próximo a Puno estava tudo bem.
Uns 40 km antes de Puno, passamos pela cidade de Juliaca que no meu ranking ganhou com folga como a cidade mais feia que já vi. Coisa de louco. Nao há nehuma casa com reboque, parece todas obras inacabadas. Depois fiquei sabendo que existe um imposto a ser pago no final da obra. Resultado: Ninguém termina. Atravessamos ruas entupidas de gente e carros velhos, ruas com mais terras que asfalto.
Quando saimos da cidade foi um alìvio. Chegando a Puno tem uma pequena serrinha e o Fábio acelerou ficando bem a nossa frente. Numa curva topamos com ele parado em companhia de um policial. Adivinhem: A autoridade policial pediu todos os documentos possíveis e decepcionado com a apresentacao dos mesmos ameacou prender a moto porque o Fábio nao tinha seguro obrigatorio do Peru, que na alfandega Peruana, fomos informados que nao era obrigatório. Foi se 100 dolares. Guarda F.D.P.
Chegamos em Puno e de novo outra decepcao. Cidade feia. Transito congestionado e desorganizado. Só nao seguimos viagem porque nao havia outra cidade próxima.
Conseguimos com muito dificuldade encontrar o Hotel Eco In, da mesma rede que ficamos em Cusco.
Foi um alívio. Ningém se atreveu a tirar o pé do Hotel. Jantamos lá mesmo e fomos dormir.
Lago Titicaca, povo Uros...deixa prá lá. Tiramos umas fotos do lago. Sinceramente preferia nao ter passado em Juliaca e Puno. Tívemos ótima impressao do Peru. Pais fantástico e seu povo muito sinpático e trabalhador. Juliaca e Puno manchou um pouco esta imagem. Mas como dizia aquele filósofo: Faz parte.
Preparacao para saída. Como era proibido estacionar em frente ao Hotel, um policial veio nos dar cobertura.
O Transito em Cusco
Paisagens da estrada

As montanhas geladas nos acompanharam em toda viagem
Juliaca. Eta lugar desarrumado.
O Fábio sendo assaltado a mao armada, pela autoridade policial.
Rebanho
Ola a todos.
A idèia original era ficar 3 dias em Cusco. Um dia para conhecer a cidade e dois para passeios. Como as meninas só puderam ficar 2 dias, resolvemos antecipar a partida.
Fomos em direcao a Puno para conhecer o famoso lago Titicaca e os povos Uros que vivem em ilhas flutuantes sobre o lago.
Na saida de Cusco pegamos o tradicional transito confuso, congestionamento e aquelas barbaridades. Tipo assim, se um onibus buzinar e vier para o seu lado, caia fora porque ele nao para mesmo.
A estrada novamente uma beleza. Belas paisagens, curvas, montanhas e muito verde. A estrada vai serpeteando as montanhas e os vales. Impressionante com o povo Peruano consegue produzir em tao pouco espaco. Praticamente somente nos vales e em parte das montanhas, aproveitando as técnicas herdadas dos Incas onde faziam aquelas escadinhas para aproveitar a terra.
Até chegar próximo a Puno estava tudo bem.
Uns 40 km antes de Puno, passamos pela cidade de Juliaca que no meu ranking ganhou com folga como a cidade mais feia que já vi. Coisa de louco. Nao há nehuma casa com reboque, parece todas obras inacabadas. Depois fiquei sabendo que existe um imposto a ser pago no final da obra. Resultado: Ninguém termina. Atravessamos ruas entupidas de gente e carros velhos, ruas com mais terras que asfalto.
Quando saimos da cidade foi um alìvio. Chegando a Puno tem uma pequena serrinha e o Fábio acelerou ficando bem a nossa frente. Numa curva topamos com ele parado em companhia de um policial. Adivinhem: A autoridade policial pediu todos os documentos possíveis e decepcionado com a apresentacao dos mesmos ameacou prender a moto porque o Fábio nao tinha seguro obrigatorio do Peru, que na alfandega Peruana, fomos informados que nao era obrigatório. Foi se 100 dolares. Guarda F.D.P.
Chegamos em Puno e de novo outra decepcao. Cidade feia. Transito congestionado e desorganizado. Só nao seguimos viagem porque nao havia outra cidade próxima.
Conseguimos com muito dificuldade encontrar o Hotel Eco In, da mesma rede que ficamos em Cusco.
Foi um alívio. Ningém se atreveu a tirar o pé do Hotel. Jantamos lá mesmo e fomos dormir.
Lago Titicaca, povo Uros...deixa prá lá. Tiramos umas fotos do lago. Sinceramente preferia nao ter passado em Juliaca e Puno. Tívemos ótima impressao do Peru. Pais fantástico e seu povo muito sinpático e trabalhador. Juliaca e Puno manchou um pouco esta imagem. Mas como dizia aquele filósofo: Faz parte.
Preparacao para saída. Como era proibido estacionar em frente ao Hotel, um policial veio nos dar cobertura.
O Transito em Cusco
Paisagens da estrada
Juliaca. Eta lugar desarrumado.
O Fábio sendo assaltado a mao armada, pela autoridade policial.
Rebanho
E sua pastora
No aconchego do bom hotel em Puno
O lago Titicaca pela janela do nosso quarto
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