sábado, 30 de abril de 2011

DORINHA - A VIAGEM

Estamos de volta (30-04-2011 - 17:30 hs).  Depois de 8.000 km, 16 dias na estrada e 12 cidades visitadas, podemos dizer que nosso sonho foi realizado.  Fomos recebidos na casa da Eliane pelas nossas famílias.  Rodrigo obrigada pela cerveja.
Os "SETE" são demais.  Eu, Caio, Eliane e Edson já fizemos outras viagens juntos e a entrada da Camila (responsável pelas fotos da viagem - maravilhosas), Fernando (que cuidou da bagagem com precisão, neste tira e põe que não foi fácil, e nos ajudou a manter a alimentação mais reforçada) e Fábio (um forte companheiro na alimentação e que nos alegrou o tempo todo com seu jeito especial de ser) só veio engrandecer o grupo;  fomos uma família nessa aventura.  Obrigada a todos.
Passamos pela Cordilheira dos Andes (Chile e Argentina); conhecemos um deserto imenso (pedra, areia e muitas cruzes no caminho daqueles que não conseguiram chegar ao final da caminhada); o mar (Oceano Pacífico) e a seguir árvores, flores, cidades, casas, pessoas especiais.  Tudo isto é muito difícil de descrever; só passando lá para ver.
Estamos programando uma nova aventura e contamos com a presença da Sonia, Norberto e Camila para nos tornarmos os 10 +.
A todos que entraram em nosso Blog e aos que comentaram nossa viagem nossos agradecimentos.  Aos que nos deram dicas (Rubinho e Junião - lembramos de vocês lá, a altitutde não atrapalhou).  Alfredo (nosso primo) que nos ligou agora a pouco, obrigada pelo carinho, mande seu e-mail para comunicarmos nossas próximas viagens.
Alguns segredinhos da viagem - Tombos:
1.  Eliane - Foi pegar uma luva no bauleto, no posto de combustível,  e a moto que estava na descida escorregou.  Bateu na perna dela e ficou com um roxinho, deu uma rolada de 3 voltas no chão mas não se machucou e a moto foi salva pelo "Dog Killer" - mata cachorro, instalado em Rio Claro antes da viagem - Valeu 1!
2.  Edson/Camila - Depois de se aprontar para uma caminhada de moto, a Camila foi subir e como o Edson não estava ligado, a moto deu uma virada.  A grande sorte foi que o Fábio estava do lado e apoiou o tombo, só ficou uma marquinha na moto dele.
3.  Caio/Dorinha - 2 num mesmo dia ("Parados nas Pedras"), mas o grupo não viu.  A 1ª fomos sair do posto de combustível e para não pegar o sinaleiro o Caio sugeriu cortar o caminho pelo estacionamento de um restaurante, feito em pedras. O Fábio passou ileso e nós esburrachamos.  Não sei de onde saiu 2 homens que levantaram a Dafrinha e eu também.  O Fábio voltou e nos ajudou a tirar a moto das pedras. Mais uma vez o "Dog Killer" foi eficiente - Valeu 2.  Na 2ª foi pior.  Fomos subir uma rua e paramos numa outra com pedras. Caimos de novo, só que do outro lado, e a pedaleira da Dafrinha quebou.  Eu e o Caio levantamos a Dafrinha depressa mas o Fábio viu e nos deu uma bronca - Está caindo de maduro cara?  Tive que viajar 200 km com o pé no restinho que sobrou da pedaleira, não foi fácil mas consegui.  Já trocamos a pedaleira e como diz o Norberto a Dafrinha depois que chegar em casa e colocar a proteção que quebrou na ida a Rio Claro vai virar modelo 2012, a 1ª da praça.
Valeu a experiência e estamos muito felizes com o resultado.  Até a próxima.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O que nos mantem vivos

Por Fábio
Impressionamte como a vida deve ser vivida, e dela tirado toda emoção, a cada novo dia . Algun tempo  atraz fui para Cuiabá na companhia de uma pessoa especial, minha mãe, que durante um passeio no mirante, lá na Chapada dos Guimarães , foi levada a uma pedra em um grande penhasco onde ficou sentada com as pernas soltas e balançando sob um grande temor de cair, o que fez com que ela, depois de algum tempo se levantar e toda emocionada me dizer com os olhos brilhando. Estou me sentindo viva.
Na hora pude entender que o que acontecia, era a grande quantidade de adrenalina que corria por suas veias, fazendo que se sentisse viva, viva e ativa, por ter passado por uma grande aventura.
Quando me convidei para esta aventura de moto ao Edson, pude notar uma coisa muito engraçada. Uma parte dos amigos e familiares, achava ser uma loucura, outros já achavam o maximo, e uma outra parte achava muito legal, mas não teriam coragem, por medo ou receio, sei lá.
Confesso que eu passei por todas as fazes, medo, anseio, falta de coragem, trabalho, familia, e tudo mais, agora posso com tranquilidade confessar, que é algo que me mantem vivo, me mantem adrenado, e eu preciso disto para viver, EMOÇÃO.
Foi exatamente isto que eu encontrei, graças a Deus, não só com as pessoas com quem convivi, todos estes dias, a quem agradeço sempre pela convivencia, mas por tudo que esta aventura me proporcionou, foi algo indiscritivil, impossivel de narrar, ou poder passar , o que vi e senti, mas é algo que com certeza eu recomendo a qualquer pessoa, independente da liberdade e beleza visual, mas principalmente a liberdade  da alma, e da mente.

Atacama e Santiago. 14o. Dia - Itá Itabe x Foz do Iguaçu

Por Edson;

Hoje era o grande dia de voltar ao solo brasileiro. Saímos as 8 horas com destino a Foz do Iguaçu. Tempo bom, clima confortável, pista boa como de costume...pé na estrada.
Incrível como nossa idéa de distância mudou nestes dias. Quanto estávamos planejando esta viagem, batia a dúvida: Será que conseguiremos rodar 800 km no dia? Agora se for necessário rodar 900 km num dia, sabemnos que é possível.. Nosso grupo está andando num rítmo bom, com tempo de paradas razoaveis. Apesar das motos necessitarem de mais paradas para abastecimento,  a viagem rende muito pela agilidade nas ultrapassagens. O Fernando, na Hilux, suou para nos acompanhar.
Para chegar ao destino do dia eram somente 450 km e chegamos pouco depois das 13 horas.
Já lí outros relatos da felicidade que é retornar ao Brasil. Agora pude sentir isso também. Nossa terra é abençoada por Deus e nada como estar em nossa casa.
Nos hospedamos no Harbor Colronial, ótimo hotel com atendimento perfeito.  Após um rápido banho, fomos visitar as cataratas. Coisa de outro mundo. Não é a toa que as cataratas é o segundo destino mais procurado pelos turistas estrangeiros, só perdendo para o Rio de Janeiro. O rio Iguaçu está cheio o que deixa as cataratas ainda mais bonitas..
A noite fomos comemorar o aniversário da Eliane no retaurante Armazém que estava servindo rodízio de bacalhau. Estava bom demais.
Vamos ficar aqui também amanhã. Sábado bem cedinho saímos e devemos chegar a Rio Preto no final da tarde.
Sendo assim, encerramos hoje a etapa internacional de nosso passeio.
Muita de nossos pré conceitos mudaram com esta experiência. Todos os povos/paises tem probelmas, mas eu vim com o firme propósito de ver as coisas boas e vi.
Outras informações que eu tinha e que na prática pude confirmar ou rever:
- Policial argentino é corrupto.
Só encontramos pessoas gentis e profissionais.
- Pampa del Infierno é o bicho.
Que nada. Muito melhor que a maioria das estradas do interior do nordeste brasileiro.
- Falta gasolina nos postos argentinos. 
Sim, uns 5 postos que paramos não tinha Nafta mais no próximo tínha e não enfrentamos problemas.
- Preço da gasolina na argentina é baixo. 
Não. Em alguns lugares é um pouco mais barato, mas no geral pagamos preços semelhantes inclusive mais caros na maioria. Na argentina tem 3 tipos de gasolina (Nafta). As mais baratas estão em falta.
- Custos de hospedagem/refeições bem em conta. 
Definitivamente não. Gastamos mais na Argentina e Chile que no Brasil. Claro que não procuramos lugares mais baratos, pois estavamos com as patroas.
- Chileno são pessoas muitos gentis com brasileiros. 
Sim. Não sei se é somente com os brasileiros, mas fomos muito bem tratados.
- E o povo argentino? 
Tíve alguns desprazeres de tentativa de ser, digamos, passado para traz num hotel em Mendoza que não nos hospedamos. Teve outras terntativas de erro em troco em postos de combustíveis (sempre a menor), mas são casos isolados. No geral são pessoas boas e dispostas a ajudar.
A partir de amanhã vou pegar no pé dos outros companheiros de viagem para que eles também coloquem suas percepções no blog.
Abraços

Viajar é preciso.


Atravessando o Parque Iguazu na Argentina.

Última Aduana.

De volta ao país abençoado por Deus.


Chegando nas Cataratas.

Que maravilha.

Oh nós aí.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Atacama e Santiago. 13o Dia - San Francisco x Ita Ibate

Por Edson;

Como ontem dormimos cedo, hoje saímos antes do só aparecer, lá pelas 7 horas. Aqui o sol demora mais para sair.
Existem duas rotas para vir para corrinetes, nosso destino do dia. A mais bonita passa pela região de Entre Rios, Ruta 14. A segunda passa pelas grandes plantações de Soja, Milho, Amendoim e outras mais. Já lí tanta coisa sobre problemas enfrentados com os políciais da Ruta 14 que decidimos vir pela segunda opção.
Foi uma boa escolha. Bom ver como a Argentina esta desenvolvida com sua agricultura. Fazendas muitos bonitas, assim como grandes cidades, todas muito bem arrumadas e llimpas. Lembram as regiões do Brasil central onde também se cultiva cereais, porém as cidades daqui são, aparentemente, mais desenvolvidas.
A Viagem foi tranquila, com estradas em bom estado de conservação o que nos permitiu boa média horária. Deu até para relaxar nas paradas e quase almoçamos (foi um lanche generoso).
Chegamos em Corrinete muito cedo e resolver tocar pra frente, Como o Caio não pilota a noite, combinamos parar as 17:30 horas. Deu certo demais. Encontramos esta cidade que só o Fernando conhecia pela televisão. Aqui é um paraiso de pescadores e para cá vem muitos brasileiros.
Estamos hospedados no Hotel Piedra Alta, que é o nome da cidade (Itá = Pedra, Ibaté = Alta). O hotel é do lado do Rio Paraná que aqui tem 3 km de largura. Foi um achado.
Jantamos  pintado frito a milanesa e piapara assada + Quilmes gelada e a pinga do Caio.
Amanhã vamos sair mais tarde. O Caio quer tirar fotos do sol nascendo.
Abraços

O Sol aparecendo. Já estávamos rodando.


Chegando em Corrientes. Ponte sobre o Rio Parana.

A ponte vista por baixo.

O Caio gostou tanto deste carro que tentou trocar pela Dafrinha. O dono não aceitou.

O nós aí. Entre Corrientes e Posadas.

Rodovias: Ótimas, planas e com pouco movimento.

Dá até para tirar fotos na pista.

Rio Parana, ao lado do nosso hotel.



Atacama e Santiago. 12o. - Mendoza x San Francisco

Por Edson;

Dormimos feito crianças e acordamos animados com a viagem que prometia ser por belas paisagens e clima ameno.
Saímos as 08:30 horas com roupas de verão com os termômetros marcando 13 graus em Mendoza. Assim que pegamos a estrada, a temperatura começou a baixar chegando a 6 graus. Passamos um frio danado, daqueles de deixar os dedos duros.
Lá pelas 11 horas começou a esquentar. Daí pegamos vento lateral, daqueles de andar com a moto de lado. Não reclamamos. Muito melhor vento lateral do que aquele frio.
Estranhamos durante a viagem as poucas motos nas estradas e até na cidade. Será que tem a ver com o frio ou é falta de cultura com este brinquedinho? Realmente os argentinos não andam de moto. Os pedágios não estão preparados. Moto não paga, mas também não tem por onde passar. Teve uma situação que tivemos que descer  e ir chamar uma pessoa que abaixou uma corda por onde deveríamos passar. Em outros pedágios, tivemos que atravessar para a pista oposta. Só lá tinha passagem.
Aconteceu também um outro fato curioso.Em uma de nossas paradas para abastecer, veio um senhor aparentando uns 80 anos e começou admirar nossas motos. Pelos comentários nos pareceu que tínha conhecimento de motocicletas. Travou o seguinte diálogo com o Fábio:
- Olhando para a minha moto disse: Una mir e duchentas, cierto? Certo.
- Olhando para a motoo do Fábio disse: Una oitochentas, cierto? Certo.
- Olhando para a moto do Cáio disse: Una cento cincuenta, cierto? kkkkkkkkkkkk, não, kkkkkkkk.
A Dafrinha ainda não é conhecida na Argentina.
Mendonza nos deixou traumatizado com a dificuldade de encontrar Hotel. A cidade é muito maior que imaginávamos e andar por ela no horário de pico foi tarefa muito difícil. Assim decidimos que ficaríamos numa cidade menor e paramos na cidade de San Francisco, num hotel ao lado da rodovia, que corta o centro da cidade. Rodamos 730 km e chegamos as 17:00 horas.
A noite jantamos novamente (estamos jantando todos os dias). Eu e a Eliane que não estamos acostumado com isso, devemos ter engordado uns 5 quilos.
Abraços

terça-feira, 26 de abril de 2011

Atacama e Santiago. 11o Dia - Santiago x Mendoza

Por Edson;
Hoje pegamos estrada novamente. Pra dizer a verdade, Santiago é muito ajeitada e os passeios estavam legais, mas eu gosto mesmo é de estrada. Três dias parado já estava me dando coceira.
Logo de manhã levamos as motos para a revisão. Aproveitamos enquanto esperávamos e fizemos umas comprinhas. O Fábio comprou um belo capacete. Eu comprei um jogo de malas laterais. O Caio comprou um chaveirinho (foi o que a Dorinha liberou de verba).
Ficamos iguais crianças esperando nossos brinquedinhos ficarem prontos. Enquanto isso as meninas com a ajuda do Fernando foram fazer as últimas comprinhas e trocar dinheiro, pois a tarde iríamos entrar na Argentina.
Saímos de Santiago rumo a pequena cidade de Los Andes por uma autopista bem construída e conservada. Ao lado, plantações de frutas numa área não muito grande, mas muito bem aproveitada. Depois de Los Andes a paisagem muda, acabando as pequenas planícies. Começamos a andar entres as montanhas. A estrada vai serpenteando (leia-se curvas para nossa diversão), as vezes passando por pequenos túneis. A opção foi andar devagar para observar a paisagem  o que deixou a viagem mais demorada. Pouco mais começamos a subir pelos famosos Caracóis. Confesso que imaginava muito maior.
O Chile nos deixou uma boa impressão. Da a impressão de ser uma gente muito patriota, sérias e espiritualizadas.
Em território da Argentina, o cenário só começou a mudar quando nos aproximamos de Mendoza, com suas enormes plantações de Uva e dezenas de Vinículas.
Chegamos em Mendoza as 19 horas. A cidade tem mais de 1 milhão de habitantes e mais de 2,5 milhoes se contar a grande Mendoza, que tem 450 anos de idade.
Estamos hospedados no Hotel Cervantes, cujo dono morou no Brasil, tem uma Transalp 600 com mais de 130 mil km, rodado em viagens como a nossa. Rolou uma boa conversa.
Fizemos mais um ajuste em nosso planejamento. Conversamos percebemos que todos gostariam de ficar um dia em Foz do Iguaçu e portanto vamos trocar o dia de Mendoza por Foz.
Na verdade, nossa intenção de ficar aqui era conhecer as vinícolas, mas ficamos meios enjoados com a bebedeira no Chile na Concha y Toro.
Amanhã seguimos viagem rumo a Santa Fé.
Abraços


As motocas na Revisão

Fábio acompanhando a revisão.

Caio "acompanhando" a revisão.

Futuro motociclista. Perderemos o apoio.

Saída de Santiago rumo a Los Andes.

Cordilheira entre Santiago e Mendoza



Os Caracois.


Plantações de uva na região de Mendoza

Chegando em Mendoza

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Atacama e Santiago. 8o, 9o e 10o Dias - Santiago

Por Edson;

Na Sexta-feira, próximo ao meio dia, chegaram os 3  companheiros e o grupo ficou completo novamente.
Como diz aquele velho ditado, nada como um dia após o outro. Lembram-se da dançinha esquisita que o Caio fez quando deu o mal súbito em minha moto? Pois é, a Dafrinha chegou faltando um pedaço. Quebrou a pedaleira da garupa e a Dorinha veio pisando só no toquinho que sobrou, coitada.
Aproveitamos a chegada deles e fomos almoçar. O Chileno é muito devoto e dia santo aqui é dia santo de verdade. Todos os Shopping fechados assim como a maioria dos restaurantes. Conseguimos encontrar um centro de venda de artesanatos com alguns restaurantes.
Santiago é uma cidade muito bonita, bem limpa. Tem forte influência européia e uma cultura riquíssima. Foi fundada em 1533. Imaginem o tanto de construções e monumentos existentes. Da cidade pode ser ver a Cordilheira dos Andes com suas montanhas geladas. Nesta época do ano, apenas os picos tem neve. Daqui a um mês, começo o inverno.
Aproveitamos bem nossa passagem por aqui. Nossa turminha tá muito legal. Tomamos café, almoçamos, jantamos e passeamos sempre juntos. Isto tem criado um clima gostoso de união.
Fomos ao Vale Nevado que mesmo sem estar coberto de neve é um espetáculo. De lá pode se ver o Aconcagua. Visitamos o centro, Mercado Central, Praça das Armas, Shopping e claro a vinícola Concha Y Toro.
Em Santiago não tem muita moto rodando. Por onde passamos e paramos chamamos a atenção. Quando dos perguntam de onde viemos sempre se espatam e  ouvimos frases do tipo: Quanta coragem. Mal sabem eles o quanto é prazero viajar desta forma. O pior é que explicar é tarefa quase impossível.
Amanhã é dia de levantar acampamento. Levantaremos cedo e vamos levar as motos para a revisão, já programada. As meninas, com a ajuda do Fernando vão aproveitar a manhã livre e fazer mais umas comprinhas, torrando os últimos pesos chilenos. Assim que as motos forem liberadas, vamos subir os caracóis e atravessar a Cordilheira. Nossa intenção é dormir em Mendoza, já na Argentina.
O city tour aqui foi legal, mas acho que gostamos mesmo é de estrada. Estamos com muita vontade de rodar novamente.
Abraços

O grupo reunido novamente, em Santiago.

A Bela Santiago.

Camila e Fernando fazendo o tipo casal romántico.



De quase todos os pontos da cidade se vê a Cordilheira.

Este Carabineiro chileno ia nos multar por estacionar em local proibido, mas relaxou quando disse que o Valdívia (chileno) é o melhor jogador do Palmeiras.

Vale Nevado com pouca neve.

No restaurante do Vale Nevado.


Entrada da vinícola.

As meninas fazendo pose.

Os homens também.

Almoçando na Concha y Toro, com muito vinho.

O vinho começando a fazer efeito no Fábio.

O efeito final do vinho no Fábio.

As meninas em outro Centro de Artesanatos. Como gostam.

Olha a Dafrinha faltando um pedaço.


domingo, 24 de abril de 2011

Comentários Dorinha 20 e 21-04

          Como ficamos separados 2 dias, estou aqui para contar como foi a nossa (Eu, Caio e Fábio) caminhada de Chanaral até Santiago.  Temos pouquíssimas fotos, pois na loucura da saída nem lembramos de pegar uma máquina, as tiradas foram pelo celular e o Edson vai colocar daqui a pouco.
          Depois de tanto deserto pudemos ver o mar (Oceano Pacífico).  A coisa mais linda que podíamos encontrar depois de tanta secura e vazio.  Os caminhoes passam tao de vez em quando, que se houve algum acidente nao sei se dá tempo de socorrer.
          Como tivemos que ficar 2 dias separados, fiquei encarregada de contar o nosso caminho de Chanaral a Santiago.
          Saimos do posto com destino a Copiapó (Acidente das Minas).  Chegamos lá de noitinha e fomos recebidos com um coquetel de "Pisco - Cachaça de Vinho", que já tinha ouvido falar (A Jack que me contou antes da viagem), delicioso.  Jantamos e formos dormir, para variar um pouco.
          Levantamos cedo e continuamos a caminhada a Antofagasta.  Um frio de doer (8º - de moto) mas estamos curtindo.  Quando passamos lá estava muito cedo e resolvemos ir para La Serena, onde o Edson tinha dormido na noite anterior.  O lugar pareceu muito lindo mas os "insaciáveis" por estrada (Caio e Fábio) quiseram andar mais um pouco e chegamos a Los Villos.  Uma cidade pequena a beira do Oceano Pacífico.  O hotel era de madeira, pintado de amarelo, mas a vista era fantástica (mar por toda a volta).  Daria para chegarmos em Santiago no memso dia, pois só faltava 220 km, mas o frio nos fez parar ali mesmo.  Tomamos um banho e queríamos uma cerveja mas o hotel só servia depois das 19 hs e tivemos que comprar num mercadinho.  Tomamos a cerveja na porta do hotel e conhecemos o Sr. Bruno (morador da cidade - 82 anos) que nos fez companhia atá a hora do jantar.  Comemos (eu e o Fábio) coisas do mar e o Caio carne.  Estava tudo delicioso.
          No outro dia acordamos as 9 hs para nao pegar muito frio, tomamos cafè e viemos para Santiago.  Encontramos os companheiros e estamos continuando nossa aventura, que será contada pelo Edson.
novamente correndo para podermos jantar e ir dormir e saiu tudo errado.
Recadinho:  Ric, Carla e Be.  Continuem nos vendo.  Estamos voltando. 
                   Beijos a todos.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Atacama e Santiago. 7o Dia - Copiapo (La Serena) x Los Villos (Santiago)

Por Edson;

Dormimos apenas 5 horas e saímos cedo rumo a Santiago.
De La Serena a Santiago a pista é toda dupla e de excelente qualidade, como quase todas que pegamos até aqui.
É difícil de explicar, mas mesmo no conforto da camionete, a vontade era de estar passando aquele frio de 10 graus em cima da moto.
Ao lado da rodovia o cenário era o mesmo. Deserto de um lado e outro, as vezes víamos o Pacífico.
Chegamos em Santiago na Concessionária da BMW as 12:30. Descemos a moto, o mecanico deu partida e......a moto pegou. PQP. Mesmo assim solicitei que fizessem uma verificação mais profunda enquanto nós fomos procurar Hotel.
Final da tarde fomos buscar a moto. Não acharam nenhum defeito. Aparentemente foi alguma coisa relacionada com a gasolina, mas é apenas suspeita.
Bola pra frente.
Mantivemos contato com o outro grupo que não deram conta de chegar em Santiago, dormindo 200 km antes em Los Villos, uma cidadezinha praiana. Devem estar bebendo todas.

Amanhã nos juntamos novamente.

Abraços

Nosso Hotel em Santiago: 80% ocupado por brasileiros.

A noite, já estamos comemorando o final feliz.

Atacama e Santiago. 6o. Dia - San Pedro de Atacama x Copiapo (La Serena)

Por Edson;

Não acordamos cedo novamente. Tem uns amigos que gostam se sair a noite, comer e beber. No outro dia tenho que ir bater na porta senão.....
Levantamos acampamento e pegamos estrada sentido contrário de onde chegamos. Rumamos para Calama, Antofagasta....Sem planejamaneto de onde íamos dormir. Como saímos tarde (9:30 hs) pensamos em rodar uns 600 km.
A paisagem não mudou. Eu não tinha a idéia da dimensão do Deserto de Atacama. Rodava, rodava, aquelas retas sem fim e nada de verde. Passamos por Calama onde fica a maior mina de cobre do mundo, depois Antofagasta e nada de vegetação. Não vimos 1 único pássaro ou reptil. Até mesmo aqueles bichinhos que batem no parabrisa aqui não existem. É uma região difícil para se viver.
Abastecemos um pouco antes de Antofagasta e continuamos vendo areia e pedra. Depois de 180 km, procurei no GPS o próximo posto e..surpresa. O próximo ponto de abastecimento ficava a 122 km.
Minha moto apontava autonomia para mais 90 km. Imediatamente reduzi a velocidade para economizar combustível e o pessoal, que estavam atraz, entendeu e fizeram o mesmo.
Andando numa região como esta, dá para refletir sobre muitas coisas. Como por exemplo que moramos num paraíso. Outra foi s lembrando do filme Mad Max com Mel Gibson onde estavam sempre lutando por gasolina e água. Tínhamos o carro de apoio como 20 litros de gsasolina para as motos, mas esquecemos de abastecer a camionete que também estava nas últimas.
Ficava imaginando e entendendo o porque da inexistencia de posto de combustíveis. Como viabilizar um empreendimento onde não tem condições mínimas de sobrevivencia.
Nos arrastamos e conseguimos chegar num lugar, parecido com aqueles filmes de faroeste com um posto. Tínha umas arvorezinhas e indicava a existencia de agua. O negócio é tocado por uma família.
Perguntei sobre a próxima cidade que ficabva a 96 km dalí e ouvi uma resposta impressionante. A pessoa não conhecia. Nunca tinha saído daquele local.
Seguimos viagem e encontramos agora uma cidade chamada Chanaral com um posto Shell bonitão.
Motos abastecidas, fomos almoçar um lanche. Já era 17 horas.
Quando foi dar partida na minha moto, ela simplesmente não deu sinal. Tentei me manter ttranquilo, verifiquei todos os controles. Estava tudo certo. Tentei de novo e nada. Tudo funcionava, mas ela não realizava o Check e não dava partida. Desmontamos o que era possível. O problema continuava.
Nestas horas voce percebe quem é companheiro de verdade. Enquanto o Fernando e o Fábio me ajudavam, o Caio fazia uma dancinha esquisita lembrando que eu chamo a moto dele de Dafrinha. Eu tive que engolir o sapo.

Plano A em ação: Ligar para a Revenda que sou clliente e pedir dicas aso mecanico. O cara se limitou a pedir se eu tinha ligado a chave, se o pezinho estava levantado, se o chave de corts corrente estava na posição certa. Poxa, depois de todos estes anos andando de moto, isso não é o que eu gostaria de ouvir.

Plano B em ação: Ligar para a assistencia internacional da BMW e solicitar ajuda. A coisa até funcionaria, mas eles teriam que vir me buscar a partir de Santiago (assintencia mais próxima). Estávamos a 1000 de Santiago e já estava anoitecendo. Seria 1 dia para chegar até aqui e outro dia para chegar em Santiago. Sem chance.

Plano C em ação: Utilizar nosso apoio. Colocamos a moto na caçamba da camionete e reorganizamos a carga.
Nos dividimos em 2 grupos: Caio, Dorinha e Fábio mantiveram a programação e foram para Copiapo.
Eu, Eliane, Fernando e Camila tentaríamos andar o máximo possivel para chegar a tempo em Santiago e arrumar a moto. Na sexta é feriado e no sábado a oficina na trabalha.

Conseguimos andar até meia noite e dormimos em La Serena, bem cansados.

Abraços

A caminho de Santiago: Paisagem não muda.





Calama e Antofogasta: Cidades cravas no deserto.

A Mano del Desierto. São 2 esculturas iguais. A outra esta no Uruguai.

O posto que nos salvou.

Carregando a tecnologia alemã. A Dafrinha continuava rodando.

Motoqueiro Selvagem agora andando de camionete.

As primeiras visões do Oceano Pacífico.

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