domingo, 2 de setembro de 2012

Doce Mar de Minas Gerais

Por Edson.

Na sexta-feira, cheguei em casa meio cansado do trabalho. Pensava em tomar uma cerveja e morgar, mas a patroa ao me ver sugeriu: Vamos passear de moto?
Pronto, já estava descansado e depois de algumas idéias sobre possíveis destinos decidimos ir para Capitólio, rever o Mar de Minas Gerais. Liguei e fiz reserva no Engenho da Serra Eco Resort.
Acordamos cedo no sábado e antes das 7 horas já estávamos na estrada. Priorizamos andar pelas melhores estradas e assim a opção foi seguir de Rio Preto para Ribeirão Preto, Batatais, São Sebastião do Paraíso, Passos e finalmente Capitólio totalizando 450 km.
Até Batatais, tudo pista dupla da melhor qualidade. Depois pista simples de boa qualidade com exceção de um pequeno trecho entre Altinópolis e Santo Antônio da Alegria onde a pista tinha imperfeições sem comprometer a qualidade do passeio.
Paramos em Brodowski, terra do artista Cândido Portinari para fotos. O museu "Casa de Portinari" está em manutenção e não pudemos visita-la. Seguimos viagem.
20 km antes do destino paramos para saborear o famoso prato "Traíra sem Espinho". Pedimos o prato para duas pessoas e a simpática garçonete sugeriu uma salada, pois o prato só vinha as traíras, arroz e fritas. Como nosso café foi as 6:30 da manhã e já era quase meio dia, pedimos a traíra recheada com queijo e palmito e aceitamos a salada. Quando veio..meu Deus...Acho que tinha uns oito tomates, umas 3 cebolas e um pé de alface. Ainda comíamos a salada e já chegou o prato. Confesso que fiquei envergonhado com o tamanho da bandeja. Eram 2 peixes enormes, uma montanha de arroz com brócolis e as fritas totalizava mais ou menos umas 6 daquelas que vem com o Big Mac. A Eliane disse que é assim porque os Mineiros são farturentos. Eu disse que são é "Esganados".
Seguimos para o Hotel onde chegamos depois de 3 km de estrada de terra onde a motoca passou sem dificuldade. O Engenho da Serra Eco Resort foi erguido aproveitando a sede de uma antiga fazenda que ficou inviabilizada depois de ter suas melhores terras inundadas quando da construção da Usina de Furnas. O Hotel é muito bom, o atendimento melhor ainda. Tudo de bom.
Ainda no sábado a tarde, fizemos a trilha dos macacos, no próprio hotel (depois da comilância, era necessário caminhar). Em seguida pegamos a moto e rumamos para o famoso condomínio Escarpas do Lago. Dizem que sua Marina é a maior de agua doce do Brasil. Não sei se é, mas nunca vi tamanha quantidade e qualidade de lanchas. Do mirante é possível ver boa parte do lago e do condomínio. Coisa linda.
Depois das tradicionais comprinhas de artesanatos, retornamos ao Hotel onde jantamos.
No domingo rasgamos nosso planejamento de passeios e ficamos na piscina do Hotel até dar a hora de voltar para casa. Belo passeio. Recomendamos.

Ainda no Estado de São Paulo, na rodovia e em frente da cidade do artista.
 Como não deu para visitar o museu do Portinari, fotografamos a Igreja.
Estradas de Minas. Região da Serra da Canastra.
Agora já chegando no Circuitos das Aguas

As vezes parávamos à beira da rodovia para apreciar paisagens como esta.

Chegando no restaurante da famosa Traíra sem Espinho
Um bom passeio tem que ter uma parte OFF ROAD

Vista da região onde fica o hotel
 E o Hotel com Zoom
 E agora nós dentro do Hotel
 Vista de parte do Lago a partir do Mirante do condomínio.
 E o Condomínio Escarpas do Lago

sábado, 5 de maio de 2012

16 e 17. Dias - Foz do Iguaçu a Rio Preto

Por Edson;

Acordamos sem pressa em Foz do Iguaçu.
Nosso grupo agora tem 5 pessoas. O prefeito acordou cedo e foi embora. Desta vez não seguramos. No Brasil fica tudo mais fácil e com certeza ele chegaria em casa com segurança.

Após o café da manhã o Cleber saiu com o Fábio para tentar arrumar sua moto. Voltaram 1 hora depois desolados. O problema é na bobina e a opção seria fazer uma gambiarra coisa que o Dr. Cleber não admite e com razão. A melhor solução e a escolhida foi guinchar a moto para Rio Preto e ele vir de avião. Decisão tomada, Fábio, Jota e Kim foram para as compras no Paraguai. Eu não. Não gosto daquela muvuca e também não tinha nada para comprar.

Saímos de Foz as 15 horas e só conseguimos tocar até Maringá. Os últimos 100 km fizemos a noite e tivemos que empurrar o Kim para chegar.
Maringá é uma cidade muito bonita, mas novamente não quisemos sair. Jantamos no Hotel e na manhã seguinte saimos para a última etapa da viagem, que foi tranquila até Rio Preto.

Fomos direto para o buteko do Faiskinha (filho do Faiska) onde confraternizamos junto com nossos familiares e incluindo o Cleber e a Lussandra.

E assim encerramos mais um passeio sem nenhum susto. Vimos paisagens exuberantes. Para uns Macchu Picho foi o ponto alto. Para outros foi o deserto. Para todos a viagem valeu a pena.

Abraços


Almoço para comemorar a chegada de mais uma viagem

sexta-feira, 4 de maio de 2012

15o. Dia - Resistencia a Foz do Iguaçu

Por Edson;

Atrasamos a saída.
O bife de chourisso delicioso de ontem fez mal para a maioria e como diz o Fábio, deixamos aqui grande parte de nosso PIB: Produto Interno Bruto.
Depois de tudo razoavelmente resolvido pegamos estrada rumo ao Brasil. Novamente tivemos que segurar o prefeito que ameaçada abandonar a trip. Agora então, de pneu novo e já sentindo o cheiro do Brasil. Pedimos paciência e ele se controlou.
Depois de 150 km rodados a moto do Cleber parou. Ela já vinha dando sinais que alguma coisa não estava bem desde o inicio da viagem. Em Cusco, no Peru, foi difícil faze-la pegar, mas achamos que era por causa do frio. Agora ela parou totalmente dando uma pane elétrica.  Pelos sintomas apresentado era bateria e pensando como resolver achamos que a melhor solução era reboca-lo até Posadas, cidade mais próxima e com recurso. O Fábio e o Jota foram na frente para encontrar bateria e eu puxei os Cleber por 140 km até a cidade.
Bateria trocada, aproveitamos a parada para uma refeição decente e seguimos viagem. Mais 150 km e a moto para novamente. Conclusão de nosso mecânico Kim: Não está carregando a bateria. Pensando o que fazer, eu já estava pegando a corda quando o cabeção deu mais uma de suas belas idéias: Vamos trocar as baterias das motos. E assim fizemos até chegar em Foz do Iguaçu. A cada 150 km, uma parada para troca de bateria.
Chegamos bem. Vamos fazer a manutenção da moto amanhã cedo e seguir viagem de volta.

Manutenção improvissada
 Já bem próximos ao Brasil

14 Dia - San Salvador de Jujuy a Resistência

Por Edson;

Hoje o dia estava reservado para deslocamento. Saímos o mais cedo possível de Jujuy pegando a auto estrada em direção a Salta. O objetivo era pegar a Ruta 16, atravessar o Pampa del Infierno na região do Chaco argentino e chegar a Corrientes.
Porém este dia foi mais dedicado a cálculos.
Acontece que os 4 cabeções: Jotinha, Prefeito, Cleber e Kim não levaram pesos chilenos nem argentinos.
No Chile, como abreviamos o retorno, eu e Fábio conseguimos bancar os quatros.
Na Argentina não tínha como. Além de rodarmos o planejando, não aceitam cartão de crédito nem dólar. Para atrapalhar ainda mais a Argentina sofre com problema de escazes de Nafta (Gasolina) e os preços subiram muito. Chegamos a pagar o equivalente a 3,90 reais por litro. Tívemos que juntar moedinhas, fazer contas, colocar um pouco de gasolina em cada moto para tentar chegar até Roque Saenz Pena, onde sabíamos que tínha um Hotel Casino e alí com certeza fariam cambio.
Chegamos em Roque Saenz as 16 horas, sem beber água ou comer qualquer coisa, pois o pouco dinheiro estava sendo usado para abastecimento.
Já combinei com o Capitão Fábio Nascimento. Na próxima viagem nós é que vamos fazer o check list da turma. Nesta viagem nos deram muito trabalho.
Cambio feito abortamos Corrientes e dormimos em Resistencia, 30 km antes. Lá também tem um Hotel Casino muito chique que fiquei no ano passado. Porém não tinha habitacion disponível e ficamos em outro.
Aproveitando que o comércio fica aberto até as 20 horas, o prefeito foi trocar o pneu da moto e mais a noite fomos comer bife de chourisso. Estava bom demais.

Pampa del Infierno: 600 km de reta sem maiores atrativos
Grandes confinamentos. Daqui saem os bifes de chouriso
Abastecimento na Argentina. Quando tem: Caro, Fila e nós sem efetivo (dinheiro).

13o Dia - San Pedro de Atacama a San Salvador e Jujuy

Por Edson;


A ídeia era ficar mais um dia em San Pedro e fazer alguns passeios. Mas juntando alguns fatos como a resistência em todos para acordar cedo, vontade de continuar andando de moto e principalmente outro fato descrito abaixo, resolvemos partir ainda de manhã, mas não tão cedo, para a Argentina.

Os Petis do Prefeito:
1.
Em Puno o prefeito "pediu para sair" e nos mostrou um plano de fuga. Ele traçou uma rota atravessando a Bolívia e entrando no Brasil por Corumbá. Ainda bem que ele nos contou o plano. Nós tínhamos informações que ele não. A Bolívia está passando por momento conturbado. A gasolina para estrangeiros além de ser o triplo do preço, só abastece com uma autorização especial fornecida por um orgão do governo. Também o nível de criminalidade subiu muito. Quer dizer, provavelente ele estaria na Bolívia até hoje.
2.
Em São Pedro acordamos com o vozerão do Kim falando: O prefeito fugiu, o prefeito fugiu. Na noite anterior ele tinha feito algumas perguntas sobre roteiro e pegou dinheiro emprestado com o Jotinha (ele perdeu a carteira no Peru), mas não desconfiamos de nada. Na madrugada o cara, como um gato, arrumou suas malas, empurrou a moto para não fazer barulho e foi-se. Ele só não contava com o Kim que acordou cedo para fumar e viu a cena. O Jotinha levantou da cama (ainda bem que ele dormiu de roupa) e correu atraz alcançando o Prefeito na Aduana e trazendo de volta. Ele estava com o pneu da moto careca, 200 dólares em dinheiro e sem nenhum conhecimento na região. Não podíamos deixar ele ir.

Fizemos a saída na Aduana Chilena e pegamos estrada bem devagar aproveitando as paisagens que iam se mostrando a medida que subíamos a cordilheira (sempre uma pessoa a frente para não deixar o Prefeito fugir).
Desta vez não estava tão frio, ou nós que nos preparamos melhor.
No alto do Andes paramos para fotografar algumas Lhamas num lago formado pelo degelo. Descemos um pequeno barranco para encontrar o melhor angulo e na volta, o esforço foi demais. Todos sentimos muito mal com  os 4.800 metros. Eu subi com dificuldade na moto e acelerei tentando sair o mais rápido da altitude. O coração dispara, falta o ar, não se consegue completar a respiração. Mesmo com frio abri a viseira do capacete tentando absorver mais ar. É sufocante e até desesperador.Com o tempo foi estabilizando e voltando ao normal.

Fizemos a imigração na Argentina no famoso Paso de Jama que ainda está a 3000 metros de altitude, abastecemos no YPF do grupo Repsol que está sendo estatizada pela governo argentino e seguimos viagem parando somente no Salar Grande para mais fotos e brincadeiras no sal.

Mais adiante, já quase chegando em Pumamamarca a moto do Prefeito deu pau. Começou a falhar até que apagou. Já pensou se ele estivesse sozinho. Estaria empurrando a moto na cordilheira até hoje.
Reboquei ele por uma subida de 10 km e depois de um tranco dado pelo Cleber ela pegou novamente.
Seguimos viagem e fomos dormir em San Salvador de Jujuy numa pousada muito elegante. A noite ainda juntamos forças para uma pizza e cervejas quilmes.

Saíndo de San Pedro de Atacama
Começando a subida com a imagem do vulcão a esquerda
Para fazer esta foto, quase ficamos sem oxigênio.
Nossa turma pousando no Salar Grande
 E brincando no sal
Divisa Chile x Argentina

12o. Dia - Arica a San Pedro de Atacama

Por Edson;

Noite bem dormida embalados pelo barulho das ondas do Pacífico no confortável hotel.
Jotinha estava animado para ver o centro do Deserto do Atacana.
Na saída demos uma volta pela orla de Arica. Depois abastecemos no primeiro posto de combustível parecido com os do Brasil e por concidência um BR da Petrobras que tem muitos no Chile, rivalizando com a rede Copec.
Alguns km depois da cidade e o deserto já mostra a cara. Se o Jotinha era só alegria com as paisagens, o Prefeito não se sentiu a vontande com o deserto achando falta de verde.
Para quem gosta de paisagens bonitas, precisa ter espaço na cânara fotográfica, coisa que o Cleber e Kim deviam ter, pois tivemos que espera-los várias vezes.
O deserto é muito bonito, mas tem cada retão que só enrolando o cabo. Neste trecho o Fábio pediu para trocar de moto comigo para fazer um teste drive na GS 1200 que ele está querendo comprar. Só que o teste que ele queria fazer era de velocidade e tivemos que andar forte para acompanhar o cara. Como resultado tivemos problemas com o combustível e nos deparamos com uma dúvida, muito comun nesta região: Seguimos ou desviamos da rota para encontrar combustível. Fomos para a solução mais conservadora e segura. Rumamos para Santa Elena abastacer e voltamos, então, para a rota principal no sentido de Calama.
Neste trecho de deserto pudemos perceber o esforço do governo Chileno no desenvolvimento de pesquisas e programas para o aproveitamento das terras do deserto. Passamos por locais onde a terra é branca de sal e estão plantando árvores especialmente desenvolvidas para desalinizar o solo.
Passamos também pela maior Mina de extração de Cobre do mundo. Chegando em Calama abastecemos em outro BR na cidade onde almoçamos um lanche na conveniência. Aqui já não tínhamos nenhuma saudades dos Grifos do Peru.
Mais 100 km de deserto e chegamos na cidade de San Pedro de Atacama onde a noite comemos a tradicional Parrilha acompanhado de Piscos e Cerveja local.

Nosso hotel em Arica
Na saída um pequeno tour pela cidade
Abastecendo num posto familiar: BR
E de volta para a Rodovia

Tem como andar devagar nestas retas?
Fábio testando a GS1200: Bunito e Veloz
 Aqui paramos para saborear frutas Chilenas. Melhor melão e melância que já comemos.
E a noite na Parrilhada

quarta-feira, 2 de maio de 2012

11o. Dia - Puno a Arica

Por Edson.

Ola de novo.
Meus amigos de viagem dizem que gostariam de blogar, mas bebem demais e desmaiam toda noite.
Assim, para dar notícia, só eu mesmo.

A altitude comeca a fazer efeito em nós. Esta noite foi terrível. De manhã todos reclamando de dores de cabeca, mal estar e tonturas. Tarefas simples como tomar banho ou se vestir é suficiente para nos tirar o fôlego.
Como tínhamos decidido ontem que não faríamos o passeio pelo lago, arrumamos a carga para sair fora desta altitude de 4.300 metros. Iamos em direcao do Chile na cidade de Arica que fica ao lado do Oceano Pacífico. Quer dizer, sairimos de mais de 4 mil metros para zero. Deixarìamos os 3 graus de Puno para temperatura de praia. Isto nos animou muito.
Na saída de Puno a mesma impressao da entrada, mesmo saíndo por lado oposto. Parece que todo mundo cria porco e a maioria na rua. Vimos até porco na coleira. Para fechar com chave de ouro, ficamos atraz de um caminhao de lixo que ia derrubando toda a carga na rodovia.
Como nosso destino era uma cidade praiana, dispensamos nossas roupas mais pesadas e passamos muito frio. Logo no inicio da viagem a temperatura caiu para zero graus. Pior, andamos mais de 250 km no topo das montanhas, ou seja, altitudes altas.
Porém o melhor estava por vir. Faltando 74 km para a cidade de Moquega, ainda no Peru, comecamos a descer. Sao 74 km de curvas de baixa, a maioria de cotovelos onde nos divertimos muitos por mais de 1 hora. Se aquele trecho existisse no Brasil, aos domingos teria fila de motociclistas.
Moquegua se entitula a capital do Pisco. Lembramos do nosso amigo Caio que se estivesse aqui, faríamos a Ruta del Pisco. Almocamos um delicioso arroz com pato.
Interessante foi perceber a mudanca das pessoas por aqui. Um povo mais bonito que no resto do pais.
Barriga cheia, pe na estrada. Encontramos neste trecho da rodovia um grupo de Curitiba fazendo o mesmo trajeto que nós.
Aqui também vimos a transicao das montanhas verdejantes para o deserto. Aos poucos a vegetacao vai dando lugar para as pedras e areias.
Chegando em Tacna, última cidade do Peru, outra grata surpresa. Uma cidade grande, moderna, bonita e com senhoritas cheias de bons predicados. Claro que somos todos homens bem casados e isto é apenas uma observacao para mostrar como há diferenca entre regioes do Peru.
Mais um pouco e chegamos nas Aduanas. No chile tivemos que desfazer a carga e passar tudo no raio x.
Finalmente Arica. Ficamos no Hotel Diego del Amagro, umas das maiores redes do Chile. De frente para o mar, mas apenas ouvindo as ondas. Jantamos no Hotel e cama.

Em mais um abastecimento no Peru.
 Vista de Puno com o Lago Titicaca ao fundo
 As estradas
 Estava friu também
 Só tem destes bichos
 E a altitude continuava
 As vezes paravamos para a bicharada cruzar a pista
 E o deserto
 As monatanhas geladas continuavam
 Esta é para o Caio Matarazzo
Aqui almoçamos Arroz com Pato. Cidade de Moquegua - Peru

E mais deserto

As vezes dava para relaxar
Chegando em Tacna

E deixando o Peru. Saldo positivo.

Entrando num país de primeiro mundo.

Es as criancas fazendo thauzinho para nós

Ao fundo o Oceano Pacífico. A Frente... é nóis.

Total de visualizações de página