Os amigos de Campo Grande (Tuca, Manfredo e Edgar) ficam com
a nobre função de levantar as trilhas com antecedência e definir possíveis
lugares para os acampamentos.
De Rio Preto vamos puxando as motos até o Portal do
Pantanal. Daí para frente é só moto, Jipes e nosso fiel amigo, Sr. Fernando,
que conduz o caminhão de apoio e nos salva quando estamos perdidos.
1º. Dia.
Este ano optamos por sair de Rio Negro. Seguimos pelo aterro
(estrada levantada) por uns 70 km e depois mais uns 80 km pelo pantanal adentro.
Montamos uma estratégia diferente desta
vez. Formamos duplas com a finalidade de um proteger o outro e também abrir as
porteiras para o caminhão de apoio e os jipes passarem. A estratégia funcionou
muito bem. Ninguém se perdeu e andamos mais que os anos anteriores. Também ajudou
o fato do Pantanal estar mais seco que anos anteriores e assim o índice de
quebra de motos foi reduzido.
O Pantanal é sempre muito bonito independente da região que
estamos. Uma planície de perder de vista, vazantes (águas do período das chuvas
que correm para os rios) e lagoas dão um toque de beleza à paisagem.
Neste dia, a única fato lamentável foi um tombo de nosso
amigo Rubinho que infelizmente quebrou o braço. Resolvemos antecipar o local do
pouso e acampamos ali mesmo, enquanto dois Jipeiros (Marcão e Dr. Renato) levaram
ele de volta à Rio Negro com a ajuda do Manfredo e Tuca. O Airton (vulgo negão
do facão) voltou para Rio Preto com o Rubinho. Os Jipeiros chegaram de volta no
acampamento depois da meia noite.Chegando para o passeio. Tudo limpinho.
Concentração em Rio Negro.
Uma placa pelo caminho.
Foto panorâmica com uma tradicional Comitiva Pantaneira.
Parada para Almoço.
Aproveitando para manutenções.
Barracas armadas para o soninho.
Mas antes teve o churrasco.
2º. Dia.
Acordei e fui dar uma volta pela lagoa que tomamos banho na noite anterior. Surpresa: Estava cheia de Jacarés. É muito bom tomar banho a noite. Não dá para ver os perigos e nem as sujeiras. Depois é só jogar a toalha fora.
Depois do suculento café da manhã a Comitiva seguiu seu
destino. Agora não tinha mais moleza. É areia fofa o tempo todo exigindo
atenção na pilotagem. Para apreciar as belezas do lugar só parando.
Atravessamos fazendas bem cuidadas e gado de boa genética. Alguns fazendeiros “boa
gente” e outros “casca de ferida”. Um queria que apresentássemos autorização do
IBAMA para passar pela estrada que atravessa sua fazenda.
No fim deu tudo certo. Andamos bastante novamente e
conseguimos cumprir com o planejado montando acampamento na margem de um belo
rio, dentro da Fazenda Maringá. Depois do Arroz Carreteiro do Almoço, foi a vez
de experimentarmos o famoso macarrão pantaneiro no jantar. E da lhe cerveja. Amanhecer no acampamento.
A lagoa onde tomamos banho ontem a noite.
E os vizinhos.
Estes são mais mansos.
Deixam até chegar perto para fotos.
Estradas típicas: Areia.
Marcão e sua viatura salva-todos.
Várias lagoas para passar.
Essa era um pouquinho maior.
As vezes, só puxado.
Outros, só empurrando.
Quem passa, fica com a moto assim:
Na hora do almoço, tirar tudo para secar.
Olha quem veio nos visitar.
3º. Dia.
O toque de alvorada desta vez foi mais cedo, ainda escuro.
Estávamos a 160 km de Rio Negro e havia o receio de não conseguir chegar, o que
atrasaria o retorno a Rio Preto. O Pantanal é cheio de surpresas. Teve um ano
que durante um dia todo só conseguimos andar 40 km.
Mas tudo estava conspirando a nosso favor. Sr. Fernando no caminhão
mandando bem e nós acompanhando, abrindo as porteiras, motos não quebrando (com
exceção do Cebolla).
A idéia era tentar almoçar na Fazenda Guapé, de nosso amigo
Mano. Chegamos lá cedo, às 11 horas. Mesmo assim paramos, aproveitando a bela
estrutura que ele disponibiliza para nós. Resolvemos fazer uma galinhada e
demorou demais. Aceleramos forte e conseguimos sair do pantanal pegando o
aterro antes da 17 horas. Chegamos em Rio Negro no começo da noite. Um
churrasco serviu para comemorar o sucesso de mais este passeio e fomos dormir
cedo, pois no domingo tínhamos mais 800 km, agora de rodovia. Ano que vem tem
mais.Este lugar se chama Castelo. Uma das vazantes mais belas (olha os jacarés)
Lâminas de água. Muito bom de ver e andar.
Mas, cuidado onde pisa.
Escola Pantaneira mantida por uma Fazenda. Bela atitude.
Parada para apreciar a natureza.
E ver bichos.
Sr. Fernando vencendo mais um desafio.
Chegando no final do passeio.
Já no Hotel em Rio Negro, o Hugo não aguentou e dormiu sentado.
Grande passeio
ResponderExcluir