Hoje é o dia mais importante da viagem. Vamos chegar ao objetivo principal: Chegar ao Fin del Mundo.
Acordamos mais cedo que normalmente, pois o FerryBoat sai pontualmente as 9 horas e no Chile os horários são respeitados. Para sair do hotel não é fácil. A arrumação das malas e montagem das cargas levam no mínimo 40 minutos.
Chegamos tranquilos ao porto para comprar as passagens e embarcar.
Encontramos o John da Georgia, Estados Unidos. Está na estrada a 60 dias com uma moto KLX 650 velha. Mostrou umas fotos dela toda desmontada quando quebrou e ficou parado 4 dias para arrumar. Sorte que arrumou. Contou a história de um cara da europa que quebrou a moto (também antiga) e não conseguiu peças. Depois de uma semana de tentativa abandou a viagem e moto voltando de avião para a casa.
Viajar por terra tem muitas vantagens. Na escola aprendemos sobre geografia, história e tantas outras coisas. Nas viagens vamos confirmando o que ouvimos falar. Atravessamos o importante Estreito de Magalhães. Por aqui não é tão estreito assim. Demoramos 2 horas e meia para chegar do outro lado na cidade de Polvenir.
Desembarcamos e pegamos a estrada de rípio que tem 150 km até a Aduana Chilena.
Neste trecho avistei ao longe um negócio estranho que ora parecia moto, ora parecida um carrinho de tração animal. Quando cheguei mais perto vi que era um motociclista muito carregado e andando de pernas abertas. Paramos para conversar e ver se estava tudo bem. Era um rapaz da Nova Zelândia que não tinha habilidade com motos, mas mesmo assim alugou uma em Osorno, no Chile e está tentando chegar no Ushuaia. Estava bem cansado e pelo estado da roupa já devia ter caído alguns tombos. Demos água e barrinha de cereais a ele. Até tentamos andar juntos. O problema é que andava a 30 km/hora e não teve jeito. Fomos embora.
Depois da Aduana Chilena, mais 14 km tem a Argentina. Alí encontramos o Glauco de Atibaia que estava viajando sozinho. Disse que seu sonho antigo era chegar ao Ushuaia. Estavam em 3 motociclistas, mas os outros dois amigos desistiram no meio do caminho quando entraram na região dos ventos patagônicos. Adotamos o Glauco também e agora estamos viajando em 4. Depois da Aduana Argentina começa o asfalto que nos acompanha nos poucos mais de 200 km finais.
Finalmente chegamos ao Ushuaia. Fotos no portal da cidade para comemorar o feito. Nosso amigo mexicano trouxe uma botelha (garrafa) de tequila do México para abrir neste momento. Eu trouxe um frasquinho (aqueles de bolso) de pinga e assim brindamos o sucesso da viagem.
Depois sofremos para encontrar hotel. É sexta-feira, feriado de carnaval e a cidade está fervendo. Nos hospedamos próximos das 10 horas da noite. Ainda tivemos força (ou fome) para sair e jantar.
Fila para embarcar/atravessar o Estreito de Magalhães
Já no FerryBoat
Nossas preciosas amarradas
Interior da embarcação
Nei ensinando o caminho ao americano
E agora para o mexicano
Atravessando o Estreito de Magalhães
Andamos vários km margeando o Estreito
Esse é o neolandês que estava só no pó
Para quem acha que de moto é difícil, vai de bicicleta
Cuidado para não errar o caminho
Em toda a Patagônia os Guanacos nos acompanha
Mais uma aduana
Este casal de argentinos estavam em duas motos e a mulher sofrendo com o vento.
Entrando na província de Tierra del Fuego
E finalmente pudemos brindar.
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